Maceió, 22 de Dezembro de 2015
Em outubro de 1974 minha Maria comunicou que estava grávida mais uma vez! Dias depois resolvemos contar ao resto da família, no que todos adoraram a notícia de mais um bebê, tendo Núbia não ter gostado muito da novidade, já adolescente achava que já tinha muitos irmãos e ameaçou sair de casa.
No dia 11 de junho no fim da tarde Maria já começou a ter seus primeiros sinais que o bebê ia nascer. Quando eu cheguei do trabalho ela já me disse que ficasse preparado. Dessa vez ela só fez o pré-natal com Dr. Abelardo que recomendou a Dra. Margarete que fez o parto. Então liguei pra ela e levei , mais uma vez, Maria pra maternidade, que foi o Hospital ortopédico, na época a maternidade tinha acabado de abrir e eu fui prestigiar o amigo Dr. Glauco.
Esse foi o parto mais difícil pra Maria, e eu com o coração mais mole não conseguia ficar parado na sala, não aguentava vê-la sofrer, ficava saindo para ter mais forças aí voltava pra apoia-la, e nisso a uma da manhã nasce meu filho mais novo, mais um menino! Ele era bem magrinho, mas tinha um pulmão muito forte pois chorava muito alto. Maria achava ele parecido com um pelanquinho, muito diferente de todos os outros bebês.
Naquela manhã do dia 12 de Junho de 1975, Núbia foi a primeira das meninas que chegou na maternidade e teve o privilégio de dar o nome de nosso filho mais novo, e foi assim que ganhamos nosso Ricardo.
Ele foi uma criança muito feliz, muito engraçado que sempre tinha uma estória na sua imaginação, assim ele cresceu e além de um menino muito prestativo, ele continuava engraçado agora vivendo intensamente suas aventuras e de ‘patinho feio’, transformou-se num cisne, porém aos 31 anos foi acometido de leucemia e aos 31 anos e meio ele foi encontrar-se com Adriana, como bem escreveu Aida em seu livro ‘De Repente o Céu!’
Apesar do novo choque sentíamos muito privilegiados de ter tido ele, com sua alegria e seu sorriso contagiante fazendo-nos felizes junto com os outros filhos, foi o nosso amor que nos segurou!
Maria, minha querida Maria
Saudades eternas!




Querida Aida, que história linda e emocionante. Que Deus te conceda muita paz e saúde!
Rô querida, quem diria que o patinho feio, virou um cisne lindo e nos deixou tão cedo… Brigada amiga! 😘
Não sabia que era tinha “ameaçado” sair de casa. Eu era rebelde! Hahaha
Lembro de ter dado o nome Ricardo, e a primeira visita dele, depois de mim, foi meu amor, Nando. Na época , ele com 15 anos e eu com 13… foi me esperar na porta do Sacramento e levei-o para conhecer o nosso Rico 💖
Haha… não acredito que você não lembra… você ficou revoltada, dizia que já tinha muito irmão e não precisava de mais um… acredito que a mamãe ter deixado você dar o nome a ele foi pra você deixar a revolta de lado… eu não sabia que o Fanta foi o segundo a visitar… Eu fui a primeira pessoa que o segurou e ele parou de chorar… nunca vou esquecer esse momento! Obrigada Núbia, por deixar seu comentário ! 😘
Muito emocionante Aida!
Obrigada Martha, e sim, a vida dele foi muito emocionante… viveu cada minuto de seus 31 anos e meio! 😘
Ricardo chegou,com ele trouxe alegria, sorriso maroto que encantou sua existência,uma interação tão bela…tudo ao redor…assim tornou-se luz com o resplendor…caminhos iluminados.
Sim Cris, alegria era seu nome… Brigada! 😘