Queridos leitores,
Este é o penúltimo sábado em que escrevo no Ano 61. Sem saber direito sobre o que falar hoje, resolvi fazer um “balanço” deste ciclo que foi repleto de acontecimentos profundamente pessoais. Talvez eu não devesse me expor tanto por aqui, mas, como diz o título, “Aída Sendo Aída” não seria um espaço verdadeiro se eu não contasse tudo!

Em julho de 2010, no dia do meu aniversário, fiz uma publicação no meu antigo blog, A Arte na Maquiagem, na qual contei tudo o que aprendi no Ano 45. Hoje, decidi usar alguns daqueles aprendizados, confrontá-los com o presente e acrescentar novas lições!

Logo de início, eu dizia: “Aprendi que a vida é dura e cruel, porém, com alegria, ela é a melhor coisa do mundo!” Hoje, para completar esse ensinamento e fazer sentido no momento atual, preciso incluir também a fé.

No final do Ano 60, desisti de algumas amizades. Senti que não havia reciprocidade, e isso, meus caros leitores, foi uma verdadeira facada no meu coração, já tão ferido… Acredito que eu tinha me esquecido de um aprendizado essencial daquela época: “Aprendi que amigos de verdade têm sempre um carinho para me dar.” Ao reler isso agora, vejo que fiz o certo ao me afastar. Afinal, como escrevi naquele mesmo texto, “abrir mão das coisas não é fugir da responsabilidade” — e, às vezes, abrir mão de certas pessoas é um ato de responsabilidade com o nosso próprio bem-estar. Não que eu seja uma pessoa de desistir facilmente, mas reler o que escrevi me deu a certeza dessa decisão.

O Ano 61 tem sido um período de novas descobertas. Eu nunca vou parar de querer desbravar o novo e, com isso, aprender mais. Em 2010, eu disse: “Aprendi que é preciso lutar muito para realizar meus sonhos!” Para completar, digo que essa busca de correr atrás dos sonhos só acaba quando o coração não bater mais dentro do peito. Digo isso porque consegui sair do NC e criar minha própria plataforma. Toda semana, derramo aqui meus sonhos em forma de poesia, fotografia e escritos. Torço para que meus leitores gostem, mas, se não gostarem, não tem problema; o verdadeiro problema seria se eu desistisse dos meus sonhos.

Lá no Ano 45, eu também disse: “Aprendi que fotografar é o melhor papo que posso bater com minha alma!” Continuo acreditando piamente nisso, mas gostaria de acrescentar que esses diálogos internos se transformam em Poesia Visual — algo de que tenho muito orgulho! Além disso, naquele mesmo texto, defendi que “ser vaidosa não é uma coisa ruim”. Para mim, a maquiagem e a estética vão muito além da vaidade: são arte pura, uma forma de expressar o que trazemos na alma.

Naquela publicação, eu também abordava temas como solidão, relacionamentos e saudade. Reli que “é bom ser sozinha, mas é péssimo viver em solidão”. Ao revisitar os comentários deixados lá, reencontrei algo precioso. Uma das pessoas que eu mais queria que continuasse fazendo parte da minha vida escreveu com todo o coração: “Te amo!”. Redescobrir isso enquanto pesquisava para este texto me ensinou que, por mais cabeça dura que essa pessoa seja, ela nunca vai deixar de me amar.

Sigo tentando agregar mais sabedoria à minha jornada. Aprendi que escrever me faz feliz, que através das letras planto meu amor e que, embora a colheita possa não ser imediata, tenho a certeza de estar deixando um legado de coragem, resiliência, determinação e alegria!

Aos poucos, vou me despedindo do Ano 61 e me preparando para mais uma volta ao redor do Sol, com esperança de um novo ciclo cheio de desafios e sonhos para correr atrás. Até porque “ter medo é deixar de fazer as coisas mais divertidas da vida”.

Em 2010, eu escrevi de forma um tanto cética: “Aprendi que romance só existe em filmes, livros e novelas, e que a realidade e o romance não combinam!”. Mas, como “ser grata não só me faz feliz como também me ajuda a crescer”, decido manter meu coração aberto. Quem sabe o Ano 62 não será, finalmente, o ano em que viverei meu grande amor?

Deixo vocês com algumas fotos deste Ano 61 e com a poesia!
Até a próxima!
Aída

A chegada se aproxima,
Para meu Ano 61 acabar,
Com muita autoestima,
E histórias para contar!
O Escritos Independentes,
Em fevereiro foi ao ar,
Mostrando que sou insistente,
Nessa plataforma que me faz sonhar!
Ao Ano 61 agradeço,
Que foi o fim da doença,
Com o Ano 62 no começo,
Epero que em mim tenham crença…
De fazer vocês rirem,
E porque não, também chorar?
Que as fotos admirem,
E verem ‘micos’eu pagar!
Aída
17/07/26
PS.: Quer ler na íntrega o texto que escrevi no dia do meu aniversário em 2010? Clique aqui para ler “Dia do Balanço” no meu antigo blog.




Adorei tudo, os sentimentos, as sacadas, o texto, ditado pelo coração, as locações, as fotos de ver MyGuila numa delas. Amados, ambos.
Obrigada Felipe, um comentário assim vindo de você um jornalista me deixa muito orgulhosa ! Volte sempre! 😘
Aida, tem certas pessoas que temos que desistir.E descobrimos que a amizade era só nossa.
Verdade Rõ, mas machuca! Volte smeore! 😘
Aída, saudades!!!!! Faz tempo que não apareço, mas adorei suas reflexões (como sempre). Parei mesmo na parte da amizade, acho que nem todos vieram para ficar, e tá tudo bem. Enquanto outros podemos passar um ano sem nos ver, no entanto quando nos reencontramos nem parece. E essa é a vida. Beijos 😘
Eita Denilma, saudades mesmo! Faça isso mais não mulher… 😂 Sim, no ano 60 tive que abrir mão de várias amizades, realmnete me afastar, não foi uma coisa natural e a realização de que tinha que fazer isso foi o que mais doeu… mas agora está tudo bem, exatamente como você disse, não era para terem ficado! Obrigada pelo seu carinho e volte sempre, o Escritos Independentes tá cada dia melhor, mesmo que seja eu dizendo! Adorei ver você por aqui de novo! 😘
As amizades, muitas vezes, nos surpreendem. Talvez porque nos entregamos demais e, em alguns momentos, recebemos de menos. Mas faz parte… E uma coisa é certa: é sempre muito bom ler os seus relatos!🌹😘
Sim, tudo faz parte! Não podemos também esquecer das amizades que nem sabemos que temos e quando descobrimos tudo se torna mais encantador! Obrigada Dione, saber que meus relatos são agradaveis é ter uma recompensa que nem dinheiro paga! Volte sempre! 😘