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Aída Sendo Aída!

Um balanço íntimo sobre o tempo, a coragem de mudar e a teimosia de continuar sonhando.

Queridos leitores,

Este é o penúltimo sábado em que escrevo no Ano 61. Sem saber direito sobre o que falar hoje, resolvi fazer um “balanço” deste ciclo que foi repleto de acontecimentos profundamente pessoais. Talvez eu não devesse me expor tanto por aqui, mas, como diz o título, “Aída Sendo Aída” não seria um espaço verdadeiro se eu não contasse tudo!

Eu plena, na largada do Ano 61! Começando com estilo… Foto: David Barker

Em julho de 2010, no dia do meu aniversário, fiz uma publicação no meu antigo blog, A Arte na Maquiagem, na qual contei tudo o que aprendi no Ano 45. Hoje, decidi usar alguns daqueles aprendizados, confrontá-los com o presente e acrescentar novas lições!

Eu e DAvid, numa aventura que fizemos no começo de outubro do ano passado, um dia de carros e aviões antigos com direito a show aéreo !

Logo de início, eu dizia: “Aprendi que a vida é dura e cruel, porém, com alegria, ela é a melhor coisa do mundo!” Hoje, para completar esse ensinamento e fazer sentido no momento atual, preciso incluir também a fé.

Verona sua linda!

No final do Ano 60, desisti de algumas amizades. Senti que não havia reciprocidade, e isso, meus caros leitores, foi uma verdadeira facada no meu coração, já tão ferido… Acredito que eu tinha me esquecido de um aprendizado essencial daquela época: “Aprendi que amigos de verdade têm sempre um carinho para me dar.” Ao reler isso agora, vejo que fiz o certo ao me afastar. Afinal, como escrevi naquele mesmo texto, “abrir mão das coisas não é fugir da responsabilidade” — e, às vezes, abrir mão de certas pessoas é um ato de responsabilidade com o nosso próprio bem-estar. Não que eu seja uma pessoa de desistir facilmente, mas reler o que escrevi me deu a certeza dessa decisão.

Nossa confra em Dezembro, David e eu e a Catedral de St. Paul

O Ano 61 tem sido um período de novas descobertas. Eu nunca vou parar de querer desbravar o novo e, com isso, aprender mais. Em 2010, eu disse: “Aprendi que é preciso lutar muito para realizar meus sonhos!” Para completar, digo que essa busca de correr atrás dos sonhos só acaba quando o coração não bater mais dentro do peito. Digo isso porque consegui sair do NC e criar minha própria plataforma. Toda semana, derramo aqui meus sonhos em forma de poesia, fotografia e escritos. Torço para que meus leitores gostem, mas, se não gostarem, não tem problema; o verdadeiro problema seria se eu desistisse dos meus sonhos.

1 º de Janeiro de 2026, mostrando Lavenham a David!

Lá no Ano 45, eu também disse: “Aprendi que fotografar é o melhor papo que posso bater com minha alma!” Continuo acreditando piamente nisso, mas gostaria de acrescentar que esses diálogos internos se transformam em Poesia Visual — algo de que tenho muito orgulho! Além disso, naquele mesmo texto, defendi que “ser vaidosa não é uma coisa ruim”. Para mim, a maquiagem e a estética vão muito além da vaidade: são arte pura, uma forma de expressar o que trazemos na alma.

Em março ele, David, me mostrou o museu do Sir John Soanes… No meu Ano 61 ele virou mesmo meu parceiro de aventuras!

Naquela publicação, eu também abordava temas como solidão, relacionamentos e saudade. Reli que “é bom ser sozinha, mas é péssimo viver em solidão”. Ao revisitar os comentários deixados lá, reencontrei algo precioso. Uma das pessoas que eu mais queria que continuasse fazendo parte da minha vida escreveu com todo o coração: “Te amo!”. Redescobrir isso enquanto pesquisava para este texto me ensinou que, por mais cabeça dura que essa pessoa seja, ela nunca vai deixar de me amar.

Conhecendo o castelo da família de Anna Bolena, essa aventura eu fui sozinha em março também !

Sigo tentando agregar mais sabedoria à minha jornada. Aprendi que escrever me faz feliz, que através das letras planto meu amor e que, embora a colheita possa não ser imediata, tenho a certeza de estar deixando um legado de coragem, resiliência, determinação e alegria!

Em abril fui para o Cotswolds para visitar a casa onde Shakespeare nasceu, a casa da mulher dele e minha amiga sueca Carina, que me levou nessa floresta cheia de bruxarias!

Aos poucos, vou me despedindo do Ano 61 e me preparando para mais uma volta ao redor do Sol, com esperança de um novo ciclo cheio de desafios e sonhos para correr atrás. Até porque “ter medo é deixar de fazer as coisas mais divertidas da vida”.

Em maio teve aventura com Guilherme….

Em 2010, eu escrevi de forma um tanto cética: “Aprendi que romance só existe em filmes, livros e novelas, e que a realidade e o romance não combinam!”. Mas, como “ser grata não só me faz feliz como também me ajuda a crescer”, decido manter meu coração aberto. Quem sabe o Ano 62 não será, finalmente, o ano em que viverei meu grande amor?

E em junho fui no Castelo de Walmer, debaixo de um sol inédito aqui ! PS: a maioria das fotos dessa publicação está parecendo com ‘a seguir cenas dos próximos capitulos’, se isso aqui fosse uma novela!

Deixo vocês com algumas fotos deste Ano 61 e com a poesia!

Até a próxima!

Aída

A chegada se aproxima,
Para meu Ano 61 acabar,
Com muita autoestima,
E histórias para contar!

O Escritos Independentes,
Em fevereiro foi ao ar,
Mostrando que sou insistente,
Nessa plataforma que me faz sonhar!

Ao Ano 61 agradeço,
Que foi o fim da doença,
Com o Ano 62 no começo,
Epero que em mim tenham crença…

De fazer vocês rirem,
E porque não, também chorar?
Que as fotos admirem,
E verem ‘micos’eu pagar!

Aída
17/07/26

PS.: Quer ler na íntrega o texto que escrevi no dia do meu aniversário em 2010? Clique aqui para ler “Dia do Balanço” no meu antigo blog.

8 COMMENTS

  1. Adorei tudo, os sentimentos, as sacadas, o texto, ditado pelo coração, as locações, as fotos de ver MyGuila numa delas. Amados, ambos.

  2. Aída, saudades!!!!! Faz tempo que não apareço, mas adorei suas reflexões (como sempre). Parei mesmo na parte da amizade, acho que nem todos vieram para ficar, e tá tudo bem. Enquanto outros podemos passar um ano sem nos ver, no entanto quando nos reencontramos nem parece. E essa é a vida. Beijos 😘

    • Eita Denilma, saudades mesmo! Faça isso mais não mulher… 😂 Sim, no ano 60 tive que abrir mão de várias amizades, realmnete me afastar, não foi uma coisa natural e a realização de que tinha que fazer isso foi o que mais doeu… mas agora está tudo bem, exatamente como você disse, não era para terem ficado! Obrigada pelo seu carinho e volte sempre, o Escritos Independentes tá cada dia melhor, mesmo que seja eu dizendo! Adorei ver você por aqui de novo! 😘

  3. As amizades, muitas vezes, nos surpreendem. Talvez porque nos entregamos demais e, em alguns momentos, recebemos de menos. Mas faz parte… E uma coisa é certa: é sempre muito bom ler os seus relatos!🌹😘

    • Sim, tudo faz parte! Não podemos também esquecer das amizades que nem sabemos que temos e quando descobrimos tudo se torna mais encantador! Obrigada Dione, saber que meus relatos são agradaveis é ter uma recompensa que nem dinheiro paga! Volte sempre! 😘

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