Queridos Leitores,
Antes de começar a contar a minha aventura de aniversário do ano passado, gostaria de agradecer, em primeiro lugar, a Deus, por me proporcionar tudo isso; e depois a todos vocês, por estarem comigo nesta jornada de escrever e compartilhar minhas fotos. A mudança de plataforma não tem sido fácil, mas acredito neste projeto e vou continuar. Como disse na semana passada: se vocês lerem, ótimo; se não, está tudo bem também!


No ano passado, eu estava meio sem saber o que fazer. Meu aniversário de 60 anos havia sido no Brasil e, um ano depois, eu precisava superar a saudade daquele momento.


Até então, eu e David costumávamos nos encontrar apenas três vezes por ano: nos nossos aniversários e na nossa confraternização de fim de ano. Dessa vez, ele me ligou sugerindo uma ida a Ely (pronuncia-se “Ili”) para conhecermos a catedral, e, como sempre, topei na hora! Combinamos de nos encontrar no estacionamento central da cidade — sim, aqui tem dessas coisas, rs. E foi a partir desse passeio que o David decidiu que passaríamos a fazer passeios mensais — e eu, claro, só topei!


Eu estava superanimada, usando um vestido verde lindo e doida para fotografar. David sempre me faz rir com seus comentários tipicamente ingleses, e eu, que já entendo esse humor seco, logo entro no ritmo. A caminho da catedral, paramos num pub para um half pint, afinal, ainda era cedo. Depois, passamos em frente à casa-museu de Oliver Cromwell — uma figura política histórica que, para a surpresa de David, nasceu em Ely —, mas seguimos direto para a catedral. Situada no coração da cidade, é de uma beleza colossal!

Lá dentro, fomos nos informar. A atendente explicou o preço do ingresso, que vale por um ano, e avisou que a subida às torres tinha um custo extra e só podia ser feita com guia. Como não havia mais vagas para a torre octogonal, optamos pela West Tower (Torre Oeste), que fica na parte da frente. A catedral é imensa, então ficamos admirando o interior enquanto esperávamos o nosso horário. Além disso, a torre abrigava um museu de vitrais, que olharíamos na descida.

Os preparativos para a subida me deixaram curiosa, pois não podíamos levar bolsas ou mochilas. Ao perguntar o motivo, o guia explicou que, tempos atrás, dois malucos fizeram um base jump (salto de paraquedas de um ponto fixo) lá de cima, e ninguém do grupo percebeu. O guia só notou quando contou as pessoas lá no alto e viu que faltavam dois. Ao descerem, o reboliço lá embaixo era enorme. O coitado do guia voluntário quase teve um ataque cardíaco e precisou ir para o hospital. Imaginem a situação! Tem gente que não tem noção mesmo… Mas, felizmente, todos sobreviveram.


Originalmente, a catedral, construída pelos normandos, possuía duas torres frontais, mas a do lado esquerdo desabou, restando apenas a da direita (justamente a West Tower). Após o desabamento, houve uma expansão gótica e a construção da torre octogonal — que será o assunto quando eu contar sobre a nossa segunda visita a Ely.


Como, por sorte, o grupo se resumia a mim e ao David, tivemos um guia particular! Logo no início, ele fez uma pergunta de História da Inglaterra que nem o David soube responder. Então, dei um chute e acertei!
— Qual rei teve como braço direito o Bispo de Ely? — perguntou o guia.
— Ricardo Coração de Leão! — disparei.
— Acertou!
Eu e David nos olhamos e caímos na gargalhada. Curioso, o guia perguntou como eu sabia a resposta. Eu disse:
— É que eu também conheci um Ricardo Coração de Leão!
Expliquei a ele que, quando minha filha tinha 9 anos e visitou o museu Madame Tussauds, ela viu a estátua de Ricardo Coração de Leão e fez questão de fotografar para mostrar ao meu irmão, Ricardo. Desde então, ele virou o nosso “Coração de Leão”! E tenho certeza de que meu irmão seria bem capaz de fazer um base jump daquela torre se o guia desse bobeira!


Bom, a subida foi sensacional, e, ao chegar lá no alto, a vista da cidade me deixou sem ar! E não foi pelos 288 degraus, mas sim pela beleza ao redor.


Depois de descermos, decidimos comer algo. Foi uma verdadeira maratona encontrar um restaurante aberto, mas, quando achamos, valeu cada garfada.


No ano passado, achei que contaria essa aventura no NC, mas uma coisa é certa: planos são feitos para serem mudados! Uma das melhores coisas que me aconteceram neste meu Ano 61 foi ter tido a oportunidade de criar o Escritos Independentes, que agora é o meu palco para expandir o meu trabalho e continuar brilhando.
Parabéns para mim, e que o Ano 62 seja repleto de aventuras!
Fiquem com o vídeo, as fotos e a poesia!
Até a próxima!
Aída

Pelo caminho da vida,
Sigo sem saber,
Ele nos leva à parida,
Mas o que vale é viver!
Agradecendo todo dia,
As voltas que a vida dá,
Tristeza hoje, amanhã alegria,
Nas mãos de Deus entregar!
E mais uma volta eu completo,
Com alegria e esperança,
Sempre de braços abrtos,
Para da vida receber toda bonança!
Aída
24/07/26
*Clique aqui para ver mais fotos, que sim são Poesia para os Olhos!



