Queridos Leitores,
E Junho chegou, e com ele a alegria das festas dos Santos que faz a alegria do nordeste! Sim, chamam de festas juninas, mas para o Nordestino vai ser sempre São João!
Mas para essa poeta visual que vos escreve Junho também é um tempo de festejos, saudades e realizações!
Para começar, no dia 7 de Junho minha irmã-anjo fará 57 anos que sua vida iniciou, e apesar de ter partido com apenas 4 anos de idade, para mim ela continua viva. Logo depois no dia 12 de Junho, véspera de Santo Antônio, Ricardo meu irmão-anjo fará 49 anos, e também ele continua vivo. E para não sair da tradição das comemorações, 10 anos atrás, com a ajuda de meus pais eu realizei um grande sonho! Foi no dia 7 de Junho de 2014 que eu lancei meu livro ‘De Repente o Céu!’ a maneira que achei de processar a partida de Ricardo e cumprir uma promessa que tinha feito a mim mesma aos 7 anos de idade que um dia eu escreveria sobre a vida de minha irmãzinha, pois eu não queria que ninguém a esquecesse!


Pelo que me lembro, Adriana era uma menina doce, muito engraçada e eu, apesar de ter perdido meu lugar de bebê da mamãe para ela, adorava brincar e cuidar dela. Era minha companheira, me olhava como se eu fosse sua heroina. Era muito fácil fazê-la gargalhar e porque a criançada mais velha nunca deixava eu brincar com eles, ela virou minha companheira e topava tudo que eu queria fazer, o que me levou a ficar muito de castigo e ela, mesmo liberada ficava no castigo comigo pois era meu grudinho! Na matéria ‘Espírito de Criança’ eu conto uma aventura minha com ela e mesmo depois de uma grande queda, ela chegou em casa dando gargalhada… foi uma aventura ‘épica’… Uns anos atrás, conversando com a Núbia, ela me disse que mamãe dizia que fui eu quem mais sentiu a morte de Adriana… no fundo no fundo ela continuou sendo a filha mais nova mas a mamãe voltou a me tratar como seu bebê!


Já Ricardo, esse chegou no dia dos namorados, magrelo, parecia um pelanco, e como dizia o papai parafraseando Luiz Gonzaga ‘feio pa peste’… mas eu o achava lindo, não sei o que aquele bebezinho tinha que me cativou no momento que meus olhos bateram nele. Era uma conexão inexplicável, e logo de cara assim que eu peguei ele no colo, parou de chorar. Ficou todo mundo olhando para mim, com o bebê que não parava de chorar desde que nasceu até aquele momento! Muitas vezes, quando ele era bebezinho mamãe ia me acordar para ir dormir no quarto dela, e ela colocava ele no tapete comigo, todo rodeado de travesseiros e ele segurava no meu dedo até a gente adormecer. Eu fazia muita estripulia com ele. Fui crescendo e ficando adolescente e muitas vezes queria que ele me deixasse em paz, mas ele reclamava para mamãe que vinha dizer: ‘Aída, brinque com seu irmão, ele fica triste quando você não dá atenção para ele’. E com essa chantagem emocional eu voltava a brincar com ele. E ele foi meu segundo grudinho!


Minha mãe também não girava muito bem da ideia não… rsrs ela deixava eu levar Ricardo para a praia do francês. Eu praticamente largava o menino solto na praia, a única coisa que eu dizia para ele é que no mar ele não podia entrar sozinho, mas nem sempre eu podia entrar no mar e ele ficava com raiva sem entender. Foi assim que ele ficou conhecido entre meus amigos surfistas do francês: ‘Ricardinho, irmão da Aída’. Ele cresceu, eu vim morar aqui na Inglaterra, quando ia para o Brasil ele grudava em mim, como sempre, a gente sempre aprontava. Quando fui em 2003 ele tinha entrado numa turma que fazia rapel, na época eu nem sabia o que era isso, e quando vi ele pendurado na ponte da rodoviária nova, meu coração quase saiu pela boca. Eu achava o máximo essas doidices, e lembro que uma vez no meu aniversário ele não estava em casa quando a mamãe ligou para me dar os parabéns, aí eu perguntei onde ele estava, ela não pensou duas vezes na sua resposta: ‘ele foi viajar com aquela turma de malucos que ele anda e deve estar pendurado numa ponte por aí!’ e depois começou a rir… Uma vez perguntei a ele porque ele começou a fazer esse esporte louco, aí ele disse: ‘Desde pequeno que eu gosto de saltar de lugares altos, lembra daquele pulo que dei na piscina do hotel de um andaime e você me salvou da surra?, pois é, uma vez, bebo, eu pulei da primeira ponte que vai de Maceió para o francês, minha sorte é que a maré estava alta… depois disso resolvi fazer a coisa com segurança!’ A partir desse momento a coisa mudou e eu passei a ser: ‘a Aída, irmã do Ricardinho!’

Em 2014 eu estava no Brasil para a comemoração dos 80 anos de papai, meu presente para ele foi terminar de escrever o livro e de presente para mim, que ia fazer 50 anos, ele bancou a publicação do mesmo. Mas na realidade esse livro foi uma declaração de amor a meu irmão, a minha irmã, a meus pais e a todos que tiveram a chance de conhecê-lo. A coincidência foi que o lançamento foi marcado para o dia 7 de Junho, dia do niver de Adriana, pois ainda daria uns dias para eu curtir um pouco da repercussão! Me sentindo a autora ‘best seller’! rsrs… mas foi uma coincidência bem vinda, pois o lançamento do livro foi também uma comemoração do niver dela e uma forma de eu dizer: Está aí maninha, promessa cumprida!

Fico muito reflexiva no mês de junho. Meus dois irmãos mais novos nasceram nele. Em vida não se conheceram. Eram muito parecidos fisicamente. Tinham uma conexão comigo muito forte. Tiveram vidas curtas. Partiram em janeiro. E o mais importante de tudo, me fez entender que a vida pode acabar a qualquer momento, então não adianta perder tempo com mesquinharias, simplesmente viver intensamente todos o momentos da vida é o que importa!



Deixo vocês com as fotos de meus anjinhos e também a poesia que é a minha marca registrada!
Ah e tem também um vídeo que fiz na época em que Ricardo se foi… na verdade, tem uns 3 vídeos nesse meu primeiro canal do YouTube… foi nessa época que comecei com ideias de fazer vídeos!
Até a Próxima!
Aída










A essência está nos braços
No calor da troca
Pode ser um amasso
Ou somente um motivo pra uma beijoca
Tem gente que se entrega nele
E tem gente que só sabe receber
É uma coisa de pele
E nos faz esmorecer
É o conforto pra tristeza
É a divisão da alegria
A saudade mata com certeza
É o momento de euforia
Junto com o sorriso
É uma dádiva
Presente mais belo não há
Mesmo que venha com uma lágrima!
Um instante rápido
Falam-se de mágicas poções
Mas é simplesmente por um momento
No peito bater dois corações!
Um abraço!
Aída
09/01/17

Eu amo mais intensamente,
Eu amo mais.
Eu amo mais mansamente,
Eu amo mais.
Eu amo mais de longe,
Eu amo mais.
Eu amo mais além do horizonte,
Eu amo assim!
Aída
10/11/17




Não existem palavras para comentar tamanho amor envolvido!
Tenho absoluta certeza que ambos e também seus pais estão muito felizes com você!
Que todos estejam na LUZ!
Meu querido amigo Mr. Silva, que comentário gentil, me emocionei! Por muito tempo sofri em amar tão intensamente mas hoje sei que o melhor é deixar o amor escorrer pelos dedos! Amém 🙏🏼! Muito obrigada pelo carinho! 😘
Aída!!!!
Resolvi deixar aqui, vossas palavras, no calor da emoção pura que estou a sentir:
” Eu amo mais
Eu amo assim”
Beijocas
Querido Robertinho, o que lhe responder? A única coisa que posso dizer é que se toquei seu coração ♥️ então, como poeta estou no caminho certo… 😘
Poxaaa! Se superou de tão lindo escrito, fotos, vídeos com requinte se amor, muito amor!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
Que delicia acordar e ver seu lindo comentário Eveline! Cada dia tenho mais certeza que o amor supera tudo! Obrigada 🙏🏼! 😘
Minha querida, Aída
Sim, é muito amor envolvido que você mostrou em sua coluna. Sim, é amor infinito. Emocionante. Seus grudinhos vibraram mais uma vez com seu sentimento e desejo de infância. Não deixá-los esquecidos. E, pra relembrar mais uma canção na voz de Jesse, onde um trecho diz “a saudade lembra, de lembranças tantas…”
É sim. É assim. O amor é assim.
Ah! A foto do cadeado com o coração foi tirada onde? Em Paris?
Bjs
https://youtu.be/TDN0IoDXTXY?si=8wMJknerJGWeq1Mc
Meu querido amigo e leitor assíduo Albino,
Confesso que estava esperando ansiosa pra var que música essa coluna ia fazer você lembrar, e confesso que não conhecia ou não lembrava (Jessé, nunca fez parte de minha play list), porém ao escutá-la me senti familiarizada… e sim a saudade lembra mesmo as mais doces lembranças e faz o amor se agingantar em nossos corações 💕! 😘
E eu esqueci de lhe responder… não, a foto desse cadeado tirei aqui em Londres perto de uma estação de ‘overground’ chamada Shoreditch! Um lugar bem legal com muita comida, lojinhas alternativas e grafites geniais!
Lindo, Aída! Essas lembranças significativas nos acompanham por toda a vida…e nessa saudade sentimos sempre a presença dos que amamos.
Que Deus lhe abençoe!
Muito obrigada Claudia! Sim, sua cultivadora de saudade, pois ela me trazem muitas alegrias, que trago para minha vida! E sim meus ‘grudinhos’ continuam comigo! Até na cara… não achava que eles eram tão parecidos comigo como as pessoas diziam… 😂 😘
Quantas boas lembranças, Aída! E tantas saudades….. Momentos inesquecíveis!
Sim Martha, momentos que são o que levam a minha vida adiante! Brigada pelo carinho! 😘
Nossa Aída, que homenagem linda aos seus irmãos! Eu fiquei sinceramente emocionada 🥹 E como vocês se parecem!! Trigêmeos?? Que amor lindo e tão verdadeiro! “Um amor puro, puro, não sabe a força que tem…”
Obrigada 🙏🏼 Baixinha, realmente quando falo deles sinto o amor transbordar! É verdade, somos muito parecidos mesmo, e eu nem achava que era tanto assim… rsrs ao fazer as montagens ficava observando… trigêmeos que vieram em épocas diferentes… 😂… e é verdade mesmo o que meu amigo Djavan diz!
Aida…sempre com tanto carinho você lembra da infância, do amor envolvido numa atmosfera solta,amável, travessa…tudo tão detalhado…seus grudinhos,anjos,companheiros de brincadeiras,afetos…tudo como se fosse hoje…emocionante o ontem,o hoje e o eterno…tudo atemporal…o livro, tudo não cabe no porta retrato…sua infância base espacial para uma vida intraestrelar…todos juntos…que viva o eterno e a frase…a gente se encontra no céu…sua frase está no céu coração!
Cris querida! Como sempre seus comentários poéticos me deixam feliz! Talvez transformo minhas lembranças de infância feliz pois tive que aprender a lidar com a ‘perda’ desde muito pequena, e foi isso também que me faz acreditar que um dia me encontrarei com meu grudinhos de novo… sim minha frase está no ‘céu’ coração e gravado na pele! 😘
Aida, ao contar a sua história é como passasse a te conhecer em alma e espírito. Seus irmãos tinham uma.ligacao espiritual com você e sabes bem disso.Eles continuam de outra forma juntos a você e sei que sua felicidade sempre será a felicidade de cada um deles.Uma linda história que nos conectamos ao seu amor com sua
família.Deus te abençoe sempre!