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No Outro Lado do Pier

Queridos Leitores,

Estou de volta às minhas aventuras! A de hoje eu vou juntar dois lugares que fui em 2020, durante a pandemia, um ano que foi coberto por uma nuvem de medo e que me ensinou muita coisa, e o maior ensinamento foi que eu sempre fui corajosa e sempre enfrentei meus medos…

Broadstairs, são 7 baias …
Um lado da Botany Bay, com o arco
E do outro lado com um tremendo hotel… os penhascos brancos são uma característica daqui….

Mas vamos às aventuras e aos medos… rsrs. A pergunta que ficou famosa ano passado ‘que show da Xuxa é esse?’ encaixa-se bem com 2020 e 2021… No começo de 2020 comprei um carro, em janeiro, e logo depois vim morar sozinha, já não aguentava mais dividir casa. E logo depois veio o fechamento de tudo, a incerteza, e o medo que as autoridades do mundo inteiro estavam incutindo na cabeça das pessoas.

O pier de Margate

Eu na época já era alienada… rsrs, fazia tempo que tinha deixado de ler jornais ou assistir notícias na tv ou mesmo na internet, eu só queria ser feliz! E vou dizer, desligar-se desse ‘show da Xuxa’ faz muito bem a saúde! Praticamente só sabia o que a gerente da loja que eu trabalhava me contava, pois era de interesse para o negócio.

Acredito que essa seja uma rampa para tirar ou lançar os barcos ao mar… nesse dia a maré estava muito seca….
A rua da praia de Margate

Em junho daquele ano, quando as coisas já estavam sendo liberadas, fui para uma praia, um lugar chamado Broadstairs, que fica no condado de Kent e pude respirar um pouco de liberdade. Fui para Baia de Botany, a mais ao norte, de 7 baias da área, no mar do norte. O lugar é lindo, com seus penhascos brancos. Não só curti a praia, mas pude tirar muitas fotos, como sempre. No caminho de volta vi que um pouco mais adiante ficava um lugar que eu pensei que já tinha ido e resolvi que assim que pudesse voltaria…

O farol e parte do píer
Parece até cenário de filme!

Apesar de que dirigir aquele carro me deixava nervosa, no final de julho resolvi ir nesse lugar que pensei que já conhecia, Margate. Em lá chegando eu descobri que tinha confundido com outro lugar… outra praia. Essa cidade é bem popular e foi a primeira cidade que tornou o banho de mar uma coisa normal. Tem muitos restaurantes e realmente tem uma vibe de cidade de veraneio! Praia de areia, ao contrário das praias do sul, a chamada costa jurássica que são de pedras, como Brighton.

A rampa e o píer. Nesse dia o mar estava lindo demais!
Tentando mostrar todo o píer

Mais uma vez, levei o meu lanchinho, e como em toda praia daqui a pessoa tem que se ligar, pois as gaivotas avançam e tomam a comida da mão das pessoas. Eu estava comendo meu sanduíche e uma delas entrou na minha bolsa para procurar mais comida… ousadia total!

Margate vista do mar!
Mais uma de Margate vista do mar!

O ruim de ir para um lugar desse sozinha é que eu não tenho coragem de deixar minhas coisas na areia para dar um mergulho, e seria um mergulho tipo ‘speed Gonzalez’ super rápido, porque o mar do norte é realmente muito gelado! Então sempre que vou em praia, pego um sol, depois faço um lanche, ou como num restaurante e depois vou tirar fotos. E em Margate não foi diferente, depois que comi comecei a andar pela praia e tirar fotos e descobrir o outro lado do píer, que me encantou mais ainda.

Mais um pouco de Margate!
Eu na frente do píer e um dos postes do calçadão de Margate

Ali, na beira da praia tem uma galeria de arte chamada Turner Comtemporary. J.M.Turner, um famoso pintor, deixou seu legado de obras de arte para o país, com a condição de se construir uma galeria para suas obras e foi assim que surgiu a Tate Britain, que eu já falei aqui na coluna ‘Confraternizando na Tate Britain…’ (veja o link no final dessa coluna). Existe o prêmio ‘Turner’ de arte e o artista agraciado tem suas obras valorizadas e seu nome gravado para história ! Imaginem ter suas obras expostas na Tate Britain ou nessa galeria em Margate… com certeza o sonho de qualquer artista!

Eu amo quando a maré seca e os barcos ficam na areia….

Toda vez que lembro dessas viagens, lembro o que descobri depois sobre meu carro, e um friozinho passa pela minha barriga… bem que eu não me sentia segura nele, e tinha razão, o carro era um ‘conglomerado’ de mais dois carros. O chassi era de um carro, o motor de outro carro e a única coisa que batia com os documentos era a carcaça… Consegui meu dinheiro de volta, mas me fez pensar bastante que a pandemia me salvou, pois como tudo estava fechado, não fiz meus bate e voltas habituais. O chassi do carro estava comprometido e parece que foi Deus que me fazia sentir insegura nele. Ele estava me preparando para minhas próximas batalhas.

A imponência da muralha e do farol!

Sim, e que batalhas! Como já falei várias vezes aqui do meu diagnóstico no final de 2020, de ter passado Natal e ano novo com covid e não saber se iria emplacar 2021. Não tive tempo para medo, tinha que enfrentar e no dia que soube que não ia ter quimioterapia, tudo ficou claro em minha mente: Foi Deus que me deu coragem, pois se tivesse sentido medo em qualquer momento, não estaria aqui escrevendo para vocês!

Mais um barco esperando a água voltar!
Adorei esse prédio do velho mercado de Kent

Vamos aprender a usar o medo para nos cobrirmos de coragem! Quem tenta colocar medo em você é um covarde! Então meus leitores, se sentirem medo, sejam cautelosos e busquem coragem para mergulhar fundo naquilo que lhe faz feliz!

Um pouco do mar do outro lado do píer, e na foto abaixo, uma instalação da galeria Turner

Fiquem com as fotos e a poesia!

Até a Próxima!

Aída

Quando olho para o mar,
Vejo a imensidão,
Vejo seu olhar,
E nunca a solidão!

Quando olho para a imensidão,
Vejo boiar minha vida,
Vejo também o perdão,
Porém não pretendido.

Quando eu olho para a vida,
Absorvo toda a maresia,
É realmente uma dádiva,
Que me envolve e anestesia!

E quando eu absorvo o perfume do mar,
Vejo minha vida em cores,
Minha caminhada continuar,
Sempre cheia de amores…

… quando eu olho para o mar!

Aída
31/07/2020

É isso… sem medo de ser feliz!

Veja também:

https://noticiasdocentro.com.br/colunas/aida-britto-poeta-visual/confraternizando-na-tate-britain
    • Obrigada Rô! Fico feliz de ver que você está comentando mais… só me resguardei porque fui obrigada… mas, vamos que vamos! 😘 volte sempre

  1. 2020 foi um ano de apreensão, angústia, medo e aprendizado para todos nós. Parabéns pelas belas fotos.
    Aída, bom saber que você venceu os seus medos e está Vivinha da Silva pra nos presentear com esta e mais muitas outra colunas que ainda virão.

    • Querido Albino, é verdade, o mundo inteiro caiu na cilada… era isso que ‘os poderosos’ queriam, que nos rendêssemos ao medo… sim, vivinha da Silva mesmo…
      Amo abrir meu coração aqui … principalmente porque me mostra que tempos ruins se tornam tempos de aprendizado! Obrigada mais uma vez pelo carinho de sempre! 😘

    • Querida Cris,

      Antes da pandemia estava sempre enfrentando meus medos, durante a pandemia aprendi que ter medo nos deixa sem vida! 😘

    • Obrigada Dione,
      Verdade, o mar é gelado mesmo, mas ainda tem louco que mergulha e as crianças, essas ficam roxinhas de frio, mas se divertem! 😘

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