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75 Anos de Vida e Muitas Piruetas!

Queridos Leitores,

Feliz Páscoa!

Logicamente vou falar de páscoa e também do aniversário de minha eterna mestra de Ballet, e de vida, Eliana Cavalcanti, que no dia 20 de Abril está completando 75 anos de vida, e que vida!

‘Galhofa’, não lembro o ano, só sei que faz tempo…
Em 2005, no ensaio geral, fomos lá para ‘bagunçar’… felicidade estar com elas! Da esquerda para direita: Rosângela Simões, Ana Isabel Fireman, Roberta Fireman na minha frente, Jeanne Maia Gomes, Patrícia Lavenère, Rita Ramalho e Karla Padilha

Comecei a estudar ballet em 1974, e lembro como se fosse hoje, eu chegando ali na primeira sede do ballet, que ficava no centro. Tinha uma mesinha, onde mamãe conversou com Eliana e me matriculou. Fiquei muito feliz, era meu sonho dançar e já tinha feito aula de ballet com outra professora que parou de ensinar não lembro porque.

No Playcenter em São Paulo. À Esquerda eu e Eliana. À direita Eliana observando as meninas posarem para minha foto. Da esquerda para direita: Verônica Inojosa, uma aluna da professora de Eliana de Recife, Marcela Inojosa, Andréa Moreira e Lois Leão
Acho que esse foi um dos últimos ballets que dancei… não lembro o nome. Da esquerda para direita: Luciana Fon, Eu, esqueci o nome do bailarino, Flávia Britto, depois outra menina que não lembro o nome, Martha Clark e Ana Paula Almeida. De joelhos: Luciana e Lucy Braga e a menina da direita também não lembro o nome.

Nunca esqueço também que uma vez estava chegando na aula de ballet e Eliana na porta da sala esperando a gente entrar, e por alguma razão ela tocou em mim e eu estava queimando de febre. Ela me disse para voltar para casa, mas não podia, pois tinha que esperar o motorista ir me buscar. Eu queria fazer aula, mas ela não deixou. Quando cheguei em casa disse bem calmamente para mamãe o que tinha acontecido e ela veio checar. Foi um corre-corre, pois a única dor que eu tinha era como um torcicolo, no mais eu tava de boa, querendo brincar, mas quando Dr. Milton Hênio chegou tudo mudou. Ele suspeitou de pneumonia, e depois dos raios X do pulmão foi constatada. Resultado de um gripe mal curada, e eu pensava que o torcicolo era resultado de uma queda de cavalo que eu levei e cai na água. Rsrs Que doença chata, eu não podia brincar ou ir para o ballet, mas tudo passou e eu fiquei boa, podendo assim retornar ao ballet.

No 2º ‘encontrão’ de ex-alunas, também a comemoração do niver de Eliana e 40 anos do ballet! Nas costas da camiseta tinha escrito: ‘O primeiro plié a gente nunca esquece’
Eu fantasiada de bailarina de Can Can… foi a participação especial do grupo no espetáculo da escola!

Eliana também acreditou em mim e eu virei professora de ballet. Eu era uma professora meio que menina também, mas na hora da aula eu exigia disciplina – Como eu amava dar aula! – A minha maior honra foi que na minha turma de 1º ano, uma de minhas alunas era a Ilana, sua filha, e vou dizer, esse foi meu maior desafio. Mas Eliana dizia, dentro da sala, “ela é sua aluna e não minha filha”. Ilana, como todas nós, tinha dias que não queria nada, mas fora isso, ela era esforçada e talvez tenha sido esse o motivo de Eliana colocá-la na minha turma. No final do ano eu fiz coreografia e tudo!

Nosso encontro no Palato em 2005. Eliana, Claudia Carnaúba, Lucy Braga, Rita Ramalho, Ana Isabel Fireman, Acho que Karla Padilha conversando com alguém , Roberta Fireman, Rosângela Simões , Jeanne Maia Gomes, Ilana e eu.

Com muito orgulho fiz parte do grupo que no início era chamado Grupo de Ballet Eliana Cavalcanti, e depois Ballet Íris de Alagoas. Viajávamos para dançar, também fui fazer cursos de verão no ballet Stagium em São Paulo. Por onde ela andava tinha suas ‘seguidoras’ e ai de quem desse bobeira! A gente aprontava, mas ela não podia saber…

A última formação do Ballet Iris que fiz parte. Atrás, da esquerda para direita: Maria Emilia Clark, Claudia Carnaúba, Patrícia Ramalho, Iranildo Pierre (in memorian), Guioma Novaes, Andrea do Carmo e Isabelle Pitta. No chão: Sheila, Eliana, Karla e eu
No final do curso de Jazz de Lennie Dale, que era um conceituado bailarino americano, que foi para o Brasil e nunca mais voltou pra terra dele… Eu levava ele todo dia para o ballet, pois ele ficou no Hotel Beira Mar!

Tudo que sou hoje foi inspirado no ballet, e quem me ensinou a dançar foi Eliana. Virei maquiadora pois adorava fazer minha maquiagem para dançar, adorava o glamour do palco e mesmo que não fosse nenhuma Margot Fonteyn, eu tinha meu valor! Escrever sempre foi parte de mim, mas ter vivido tantas coisas no ballet,  escutei tantas estórias que ela nos contava que mais uma vez seguir seus passos como escritora foi mais uma formação que ela me deu. Em 2014, quando lancei meu livro, ela estava lá me prestigiando e até leu um trecho.

Em Janeiro de 2006. Um dia na praia! Atrás, da esquerda para direita: Eu, Rosângela , Carlinhos, Eliana, Cláudia , Rita e Ana Isabel. Na frente: Arminda, Karla, Lucy, Ana Estela e Jeanne
Do ballet ‘Ontem e Sempre’: Flávia, Maria Emília, Andréa Jucá , Viviani Acioly, Noemi e Eu.

Quando chegamos em casa naquele dia minha mãe falou: ‘Adoro ver Eliana com vocês, me faz voltar ao tempo, e parece que esse é o segredo dela de continuar sempre jovem!’ Aí eu completei: e também para mim, pois me sinto sempre aquela menina que queria fazer aula com febre!

Um encontrinho em 2013: Guiomar, eu, Silvia Lessa, Roberta, Arminda, Ana Estela e Viviani

Com a tragédia da Brasken, fiquei revoltada, mas a minha maior preocupação era Eliana, mas ela, mais uma vez, mostrou-se forte e resiliente, afinal, depois de tantos golpes, sua essência sempre prevaleceu!

O final do encontro de 2005 no palato… a galera que só sai no rodo!

E foi por essa razão que escolhi falar de Eliana hoje, que sempre ‘levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima’. Coincidentemente no seu aniversário de 75 anos é o dia de Páscoa e o sentido da Páscoa é o renascer, é entregar a vida nas mãos de Deus para que Ele nos mostre o melhor caminho a seguir e nunca desistir!

No final do ensaio geral, não podíamos ir sem abraçá-la. Karina, Roberta, Karla, Jeanne, Ana Isabel, Rita, Cláudia e eu! Laços que criamos no ballet até hoje bem ligados!

Obrigada Eliana por ser essa referência em minha vida! Feliz aniversário e que sua essência continue se multiplicando nos seus filhos, netos, bisnetos, seus alunos e essa sua eterna aluna!

Outdoor que colocamos na Av. Fernandes Lima para homenagear nossa mestra! Idealizado por Karina Padilha

Fiquem com as fotos e a poesia!

Até a Próxima!

Aída

De uma das coreografias mais bonitas que dancei ‘In Terra Pax’, que significa: Paz na Terra!
  1. Realmente muito legal e merecida homenagem aos trabalhos de Eliana Cavalcanti como bailarina , professora e tbm como mulher empreendedora. Acredito que muitas bailarinas alagoanas também sentem gratidão por terem participado das aulas e dos espetáculos. Bons momentos para recordar em mais uma de suas matérias Aida!!

  2. Belíssima e merecida homenagem, Aída.
    As fotos mostram a história de uma vida de aprendizado, alegrias, emoções, encontros e amizades.
    Eliana sem dúvida nenhuma contribuiu para a transformação da vida de todas vocês.

  3. Aída,
    Foi emocionante acompanhar a justa homenagem prestada à professora e bailarina Eliana Cavalcante, um verdadeiro ícone do ballet em nosso estado. Sua trajetória inspira e transforma. As fotos revelam não apenas momentos marcantes, mas também a força das amizades que o ballet ajudou a construir e que permanecem até hoje.
    Beijos.

    • É verdade Dione, para mim o ballet sempre foi um refúgio , e até hoje eu me sinto assim quando estou entre ela e as outras bailarinas. Num mundo de música e movimentos que cortam o ar com gentileza! 😘

  4. Linda homenagem. Eliana Cavalcanti um exemplo de arte,perseverança criatividade e resistência…fui aluna dela também e me encantava sua maneira incisiva de ensinar…vamos lá…era uma forma de carinho…era a dança trazendo disciplina e doçura…vc Aída tão linda bailarina, um porte pontual na versatilidade de seus saltos de sua postura elegante…vejo que até hoje vc traz uma forte lembrança afetiva que eleva o pensamento no salto para a vida …em saltos que você soube dar até hoje …sua força está na leveza …suas amigas…sua história…e viva assim…uma bailarina linda que sabe o passo certo…continue sempre…a vida é um palco,mas o palco é a vida…mais uma pirueta sua…mais um talento…parabéns Aída…aplausos!!!!!!

    • Cris querida,

      Eu acrdito piamente que o amor de meus pais e o ballet foram os grandes formadores da pessoa que sou hoje! Tenho um respeito muito grande por Eliana e tudo que ela me ensinou sobre o ballet, fazendo desabrochar em mim todo esse amor pelas artes! 😘

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