Queridos Leitores,
Nesse meu novo ciclo, vou continuar a voltar ao passado e relembrar velhas aventuras, do meu baú digital!



A aventura de hoje aconteceu em Janeiro de 2012, e o local foi a cidade de Valência! Minha primeira vez na Espanha!

Através do Orkut eu reencontrei uma amiga brasileira que morava aqui, e que com uma separação do marido bem complicada ela resolveu ir juntar-se às suas irmãs que moravam na Espanha.


Combinei com ela e lá vou eu… Conheci seu novo marido, um espanhol chamado José (em espanhol pronuncia rosê) que me recebeu com todo carinho junto com a Regina.


Eu e Regina nos conhecemos no Museu da Ciência onde éramos faxineiras dos escritórios e dali formou-se uma amizade pois como eu, ela também gostava de aprontar…


Depois que ela foi para Espanha eu perdi o contato dela, mas a internet com sua magia nos aproximou de novo.

Na época ela morava em frente ao mercado de Rufassa, um lugar bem central e que praticamente não precisava pegar ônibus nenhum para ver a cidade, e também uma referência para quando eu saia sozinha e me perdia. Na época não tinha as facilidades de hoje de mapas no celular.



Fiquei encantada com tudo na cidade. Suas ‘Plazas del Toro’ a laranjeiras nas ruas, o cheiro de ‘paella valenciana’ no ar e a ‘siesta’ tão falada. Adoro ficar nas casas dos amigos pois vivo a cultura deles.



Toda vez que falo de um amigo sempre gosto de ver o que nos aproximou, porque nos tornamos amigos e na sua maioria minhas amizades começam porque ‘nossos santos batem’ ou a ‘química bate’ e o mais importante é que estejamos sempre ali, dando apoio um ao outro e dando muitas risadas.


Lembro que a gente ria muito com a coluna de uma brasileira num jornal brasileiro que surgiu na época, chamado Leros, hoje é uma revista e sinceramente acho que perdeu sua essência.
Essa colunista escrevia sobre os perrengues que passava por estar aqui, fazendo faxina ou cuidando dos filhos dos outros para não ser pega pela a imigração. Eram estórias hilárias que a gente lia, nos identificávamos e muitas vezes nos ajudava a decifrar as ‘patroas’… rsrs. Tinha também colunas da Rita Lee, que chamava a Inglaterra carinhosamente de ‘terra da Tia Beth’!

Éramos muito amigas mesmo. Sempre aprontando, mas o mais importante era ‘ter’ uma pessoa amiga do meu lado, aqui nessa terra tão longe de minhas raizes. Talvez tenha sido isso, estarmos vivendo uma experiência sem igual. No início dos anos 90 era tudo mais fácil para os ilegais, tudo orgânico, a gente ajudava um ao outro nessa aventura diária. Muita gente vinha para ‘ganhar dinheiro’ e mandar para o Brasil, eu só trabalhava para me manter, eu queria aprender e usufruir de toda cultura, talvez por isso, eu nunca fui enturmada com muitos brasileiros.



A Regina é uma das poucas pessoas que sabe o que a gente passou por aqui, sem celular, sem internet, telefone era caro para ligar e comunicação com o Brasil era feito por cartas… Acredito que a única sulista que conheci na época que não tinha preconceito com nordestino.

Hoje não conversamos mais, tomamos rumos diferentes em nossas vidas, mas sabemos que estamos aqui pertinho uma da outra e as lembranças de nossas aventuras aqui vai ser sempre um laço que nos une!

Fiquem com as fotos de Valência e a poesia!
Até a Próxima!
Aída

Que incrível é o meu nome,
Na minha língua, se separar,
É a minha síndrome,
É o partir, o viajar!
A ida,
Com vida!
Aída…
Nome de origem egípcia,
Que significa ‘a que sempre volta’,
E mostrando sua eficácia,
É a ida e a volta!
A ida,
Com vida,
Aída,
A que sempre volta.
Aída
18/07/18




Nossa Aída! Muito lindo!
Verdade Martha, realmente esse lugar me surpreendeu nem sabia que existia a cidade das artes … brigada e volte sempre! 😘
Fiquei emocionada com suas palavras querida Aida,faz muito tempo mesmo …Voce lembrou de tudo….kkkke assim sem muito se falar ,aqui estamos lembrando das nossas vidas passadas nessas terras que adotamos…recordar e viver duas vezes ,ne….muito sucesso e mil beijos e aqui na España te espero….se cuida
Fiquei emocionada com suas palavras Aida….faz tempo ,mas vivimos intensamente,reimos e choramos tbm….recordar e viver duas vezes,ne…Gostei muito…beijos com cariño….
Obrigada Regina, acho que ninguém nunca vai entender , só quem viveu… hoje é tudo tão fácil Ninguém se desconecta mais, como nós fizemos! Nossa amizade foi forjada em nossa saudade de Brasil 🇧🇷, junto com a vontade de viver intensamente uma experiência sem igual! 😘 volte sempre
Aída que incrível a sua determinação permanecer e não desistir de nada … desafios da vida…continue assim,as vezes não é sobre suas viagens é o que está atrás de uma menina A IDA,numa época orgânica,dificuldades…mas lutas conquistadas…vc sempre será um olé…ah! Vamos falar da Espanha…quanta arte e magia…reflexo de uma cultura espetacular…é vc estava lá com uma amiga de luta,parabéns pela coragem, pela permanência e sorrisos…que a paella seja a força nutritiva do seu viver…continue A IDA com volta…com sorrisos…vivendo …alô e olé…parabéns!!
Pois é Cris, quando escrevi essa coluna, voltei para época em que comecei por aqui… foi tão difícil que realmente acho que hoje em dia as pessoas vem pra cá, mas não saem do Brasil! 😘 Brigada por seu carinho!
Em 2012, “a ida”. Em 2015, “a volta”. É a ida e a volta como sua bela poesia.
Foi e voltou a Valência no período de 13 anos, evidenciando que “Aída sempre volta”.
Até Regina voltou pra fazer parte da sua coluna deixando-a emocionada. Não é para menos. Foi uma grande surpresa pra ela.
Bela Valência. Uma cidade interessante para conhecer. Já estive na Espanha em três oportunidades. Conheci, Barcelona, Madri, Sevilha, Córdoba, Toledo e Santiago de Compostela.
Parabéns.
Corrigindo: Em 2025, “a volta”
Obrigada Albino! Realmente Valência é muito linda e a cidade das artes e ciências é um espetáculo à parte. Não sei porque mas toda vez que viajo aqui perto sou atraída pela Itália. Da Espanha só conheço Valência e Barcelona.
Voltei muito além de Valência, voltei no tempo em que an internet não existia!
Brigada Albino! 😘
Adorei passear um pouquinho por Valência com você, Regina e José. Lindas paisagens, o reencontro com a Regina nos mostra que a distância não é o obstáculo para uma grande amizade perdure.