Queridos Leitores,
Resolvi que vou contar o outro dia, o anterior, ao dia em que fomos conhecer o teleférico! Pois assim é minha lógica… rsrs Escrevo o que dá vontade!

Na época David ainda tinha uma barraca de antiguidades em Portobello Road (no começo do filme Notting Hill ele aparece) e quando ele chegou em casa falando da confusão do carnaval misturado com a transição dos jogos, então sugeri para irmos no domingo ver a exposição da Somerset House chamada Casa Brasil. Expliquei para ele que essa exposição estava acontecendo porque os próximos jogos seriam no Rio, e que aparentemente é assim que acontece.


Então no domingo fomos de carro até Londres, deixamos o carro perto de uma estação de metrô e fomos direto para Somerset House. Já conhecia a Somerset House, pois sempre tem exposição de alguma coisa que eu curto e vou lá ver. No inverno, em seu pátio de entrada eles colocam um rink de patinação no gelo que é tão famoso quanto o rink do Rockefeller Center em New York.


A exposição estava linda e ‘prometia’ que os jogos seriam fantásticos na cidade maravilhosa. Quando saímos da Somerset House atravessamos a ponte de Waterloo e seguimos na direção da Catedral de St. Paul, deixando atrás da gente o Big Ben e a London Eye! No South Bank (margem sul) fomos pelo passeio que é chamado “Queens’s Walk” (Caminho da Rainha) e onde muita coisa acontece. A atmosfera era de alegria e instalações artísticas pela orla do rio. Realmente um clima de festa, mais do que o normal!


Seguimos caminhando até a Ponte de Blackfriars, que tem ponte de carro e de trem. Aqui nesse trecho tem o Royal Festival Hall, um complexo de vários teatros, com lojas e restaurantes; continuando pelo caminho da rainha, tem o MOMI (Museu da Imagem em Movimento) e ali em frente é como se fosse um viaduto e embaixo dele aos domingos tem uma feira de livros e discos velhos, tem também umas alcovas que são grafitadas cheia de rampas onde a garotada anda de skate. Lembro desse lugar sendo só um vazio não muito atraente!


A próxima ponte nessa rota é a ponte do milênio, uma ponte só de pedestres que fica em frente a Tate Modern, uma galeria de arte contemporânea dentro de uma antiga usina elétrica. Já era final de tarde, mas quando atravesso essa ponte sempre paro para admirar essa cidade tão linda. Com a Tate á nossa direita e no caminho da rainha, vê-se o Shakespeare Globe Theater, a réplica do teatro que foi construída nos anos 90. Quando eu cheguei aqui estava em construção, acredito que antes disso eram somente as ruínas do teatro original naquele lugar. Mais adiante a ponte de Southwark, a ponte de Londres, e ao fundo a ponte da torre!


Do outro lado da ponte do milênio é a catedral de St. Paul, e mesmo sendo o lado dela é uma visão esplendorosa da arquitetura do Sir Christopher Wren e que foi bem explorada pelo posicionamento da ponte por seu arquiteto Sir Norman Foster!


Como sempre faço, dou uma volta ao redor da catedral até chegar na estação do metrô para voltar para casa!

Andar pelo “Queen’s Walk” é para mim um dos mais belos passeios aqui em Londres. Tenho memórias nele de quando estava descobrindo a cidade, com amigos que vem do Brasil e até mesmo com minha mãe e minha tia Leninha! Já caminhei desde a ponte de Westminster até a ponte da torre, e mesmo vendo os mesmos lugares é sempre novo para mim!


Quando descrevo meus passeios, sejam aqui ou no Brasil, sempre lembro dos momentos de risada, da atmosfera, o quanto fazer os passeios me deixa leve, pois pelos meus olhos eu enxergo a poesia que tento capturar com minhas lentes. Esse passeio para mim é fonte de inspiração cada vez que faço são poesias diferentes!


Fiquem com as fotos e a poesia!
Até a Próxima!
Aída

Em toda beleza do mundo,
Não importa a cor ou tom,
O principal vem do fundo,
Sem palavras ou som.
Ao explicar a beleza,
Aos olhos parece incoerência,
É preciso ter no rosto a leveza,
E na alma a essência!
Aída
08/07/21




Aída, a coluna de hoje me fez relembrar de três momentos do passado. Dois em 2012, ano das olimpíadas de Londres. Estivemos aí em fevereiro e conhecemos o que você mostrou. É um passeio belíssimo. Salvo engano, na Trafalgar Square estava o relógio com a contagem regressiva do dia de início das olimpíadas. Em julho, tive o prazer de assistir a corrida da maratona, que aconteceu justamente pelas ruas de Londres. Foi como se estivesse ai pela segunda vez no mesmo ano.
E o outro momento de lembrança é da década de 70, quando conheci o sucesso da música de Caetano, que dedico a você inglesinha e aos seus leitores. Parabéns pela matéria.
https://youtu.be/hVtV45TXhqc?si=Tz7Z2ojYRLB9a9-q
Querido Albino! Fico feliz que minha coluna trouxe lembranças boas para você! Sim, era na Trafalgar square que estava o relógio… essa música de Caetano diz bem o que é estar em Londres! Acredito que expatriados sentem isso! Brigada meu amigo por sua presença sempre marcante por aqui! 😘
Aida que passeio maravilhoso, o tâmise, a instalação natural, reflexo das águas, a exposição Brasil e tudo mais…tantas observações tudo remota a idade maravilhosa e sua alegria em vivê-la é um sonho realizado…continue assim…caminhando e cantando sob a luz natural do seu viver…parabéns amiga…tudo tem seu toque que nunca será um final,é a presença da ída da Aida…parabéns pela poesia…abraço afetuoso!!!
Obrigada Cris! Existem certos lugares na cidade que me sinto abraçada por ela, aceita, adotada, esse lugar é deles! 😘