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Encontros, Memórias e Resistência aos Pés de St. Paul’s!

Da Série: Lugar Comum

Queridos Leitores,

Na semana passada, gostei muito de falar sobre história. Adoro estudar os fatos, pois eles me ensinam muito sobre o presente — principalmente aqui, nesta terra que adotei, onde muitos dos costumes atuais se explicam quando olho para o passado.

Linda e imponente Catedral de São Paulo
Eu e David atravessando a Ponte do Milênio em maio desse ano, com a catedral ao fundo!
Vista da margem sul do Tâmisa , ela e a Ponte do Milênio! Essa colina onde ela foi erquida é o centro espiritual de Londres há mais de 1,400 anos, não é à toa que esse lugar é mágico!

Desde que comecei o Escritos Independentes, ainda não fiz nenhum artigo para a série “Lugar Comum”. Por isso, hoje vou falar de um lugar icônico de Londres, que não me canso de fotografar e que, toda vez que visito com alguém, continuo a admirar: a Catedral de St. Paul, o que ela representa para a cidade e também para mim!

Fazendo o City Tour no ônibus de dois andares sem teto!
Ela vista de frente, num dia normal!

Com raízes que remontam ao ano de 604, a catedral renasceu em estilo barroco pelas mãos do arquiteto Sir Christopher Wren após o Grande Incêndio de 1666. Com sua cúpula imponente de 111 metros, St. Paul já foi palco de momentos marcantes da história britânica — de casamentos reais a funerais de Estado —, além de ter virado um símbolo supremo de resistência quando bombeiros voluntários arriscaram a vida para salvá-la dos bombardeios na Segunda Guerra Mundial.

Durante a pandemia, num domingo de sol, tive a oportunoidade única de colocar minha câmera no meio da rua, no asfalto e fotografar a frente dela quase vazia!
Do mesmo dia da foto acima, mostrando que a grandiosidade das igrejas é pra fazer a gente olhar para o céu!
Essa estátua dourada de São Paulo, no topo de uma coluna clássica marca o local histórico da Cruz de São Paulo (St. Paul’s Cross) fica no jardim da catedral

Em todos esses anos em que moro aqui, só subi duas vezes para chegar no topo da cúpula e ver a vista do local que é o centro espiritual de Londres há mais de 1.400 anos.

Eu e Paulinho lá no topo da cúpula!
Essa é a vista das duas torres da frente de cima da cúpula! Só da cúpula se tem essa vista!

A primeira vez foi em 2012, quando eu estava com o Elton e a Ana Flávia — meus companheiros da viagem em que fomos ver a Aurora Boreal. Porém, quando chegamos na Galeria dos Sussurros (que fica no interior da cúpula e tem uma acústica peculiar, onde um sussurro contra a parede pode ser ouvido no lado oposto), a equipe de segurança precisou fechar o topo devido aos ventos fortíssimos. Como a ventania não dava trégua, decidimos descer para explorar mais a cidade — e quase fomos levados pelo vento na Ponte da Torre (Tower Bridge)!

Num âgulo mais aberto no topo esquerdo da foto vê-se o rio Tâmisa e a Ponte Ferroviária de Blackfriars
Essa foto mostra a ‘Cidade de Londres‘ em 2018, hoje com mais arranhas céu. Destaco o prédio da direita que é chamado de Walkie-Talkie devido ao ser formato ser desses antigos radios de transmissão, e bem no centro vê-se o Cheesegrater ( ralador de queijo), que também tem seu nome é porque ele tem forma de ralador de queijo.
Talvez a vista que mais me apaixona, pois já citei várias vezes que o Southbank (margem sul) é para mim um dos lugares que mais gost dessa cidade! À esquerda vê-se a Ponte Southwark, no centro a Ponte do Milênio (de pedestre) e à direita a Ponte de (Rodoviária) de Blackfriars.Na margem sul tem o Globe Theater ( a casa de muro branco à esquerda da ponte do milênio) e a Tate Modern que antes de ser galeria era a Central Elétrica de Bankside (usina eletrica de carvão ).

Da segunda vez, em 2018, eu estava com o Paulinho, um amigo de colégio, e finalmente consegui chegar no topo e tirar fotos lá de cima! Devo confessar que fiquei tão encantada com a vista que nem tirei tantas fotos assim: ou eu admirava a paisagem, ou tirava foto! rsrs

Minha sobrinha Martina, antes de ir morar na França passou aqui um dia comigo e como sempre a St. Paul’s entrou no roteiro!
Eu, Rogério (amigo do colégio que disse que bateu em mim e nunca se perdoou e eu não lembro… rsrs) e sua esposa antes de irmos visitar a Tate Modern

Acredito que devo a mim mesma mais uma subida no topo da cúpula para fazer muitos registros. Mas a cúpula é só mais um detalhe dessa igreja majestosa. Quando outro amigo de colégio, o Rogério, esteve aqui com a esposa, marquei nosso ponto de encontro ali na estação de St. Paul’s; quando Marininha veio com as meninas, também nos encontramos lá. Não é só pela catedral em si, mas pela energia do lugar. É incrível imaginar que as pessoas se ajoelham ali diante de Deus há mais de 1.400 anos!

Numa tarde de Novembro, a cupula da St. Paul‘s iluminada e Núbia debaixo da garoa londrina, fazendo pose nas escadarias!
A Nanda, em Janeiro de 2009, na ponte do Milênio e à direita Roberta e Paulinho quando aqui estiveram em 2024!
À esquerda Elton e Ana Flávia em frente ao lado sul da catedral, em 2012 e à direita eu e Karla Padilha, quando ela ficou hospedada comigo em 2014!

O entorno da catedral é praticamente um parque. Logo atrás, fica outra igreja também projetada por Sir Christopher Wren, destruída na Segunda Guerra: o corpo principal permaneceu em ruínas, mas a torre foi restaurada e hoje integra o prédio da escola do coro de St. Paul. Essa mistura da arquitetura moderna com ruínas medievais bem no coração financeiro e turístico torna o espaço único.

Essa é a Rainha Anne, a monarca no poder quando a construção da catedral foi oficialmente terminada, em 1710.
Foto tirada de um restaurante/mirante ‘rooftop’que fica no lado leste da catedral, atras da catedral. Essa torre logo à esquerda é a torre da igreja que foi restaurada, mas a igreja não.
À esquerda Tia Leninha (irmã de minha mãe), quando estava em Paris, resolveu vir passar o dia aqui comigo, pegou o Eurostar de manhã e voltou de noite, e lógico que passamos pela St. Paul’s, e à direita um ilustre desconhecido, me disse ele que tinha 91 anos de idade, me parou e me pediu uma foto para eu guardar, quando disse que era brasileira ele mandou eu dizer qiue ele era o prefeito da Cidade de Londres. Tirei a foto, motrei pra ele, aprovou e eu continuei meu caminho para ir na Tate Modern ver uma instalação de arte.

Não é um lugar onde vou todos os dias, mas é um “lugar comum” por fazer parte da minha história nesta cidade. Gosto de usá-la como ponto de encontro e adoro fotografá-la — afinal, a catedral e o espaço ao redor traduzem a mais pura essência londrina!

Foto perfeita da época da pandemia! Cidade vazia…
E se a foto acima é perfeita, essa é mais que perfeita!

Se você quiser usar esse cenário deslumbrante e abençoado para registrar sua passagem por Londres com fotos profissionais, entre em contato comigo para agendarmos o seu ensaio!

Agora, deixo vocês com as fotos e a poesia, como de costume.

Até a próxima!

Aída

Nomeei essa foto como: Confabulações Celestiais

Rezo pelo (seu) amor,
Rezo pela leveza do (seu) coração,
Rezo para passar a (sua) dor,
Rezo pelo (seu) perdão!

Aída
22/09/17

10 COMMENTS

    • Obrigada minha irmã! Fico feliz que gostou da viagem! Sua foto está ótima, nas escadarias onde Diana subiu uma lady e desceu uma princesa! Tenho saudade do meu gorro… perdi no ônibus! Escolher fotos pra essa matéria foi muito dificil…. AS nuvens em cima da cúpula sempre são um show a parte! 😘

  1. Aída, mais uma vez você inova e dá um show, mostrando visitantes ilustres passeando e conhecendo em sua companhia, os pontos turísticos de Londres.
    Adorei sua nova série!! Que venham muitos outros lugares comuns para curtimos por aqui.
    Valeu inglesinha!!!
    👏👏

    • Obrigada Albino! essa série começou no NC, fiz algumas por lá e que estão na categorai Poeta Visual no NC, mas a primeira aqui no Ei! Tinha que ser especial! Adoro quando você comenta! Volte sempre e volte mais!😘

  2. Aída do céu e da terra,fotografia bela,relatos sagrados …familiares,amigos…passagem pela Catedral e tudo muito harmonioso…o sempre … novo,antigo…ponte…pontual…as águas do tâmisa…variantes…viajantes encontros ressonantes!!

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