Queridos leitores,
Na sexta-feira, dia 21/08, comemorei 36 anos aqui na terra da Tia Beth, que agora é do “Primo Charley”! rs
Desses 36 anos, 11 foram vividos em St. Albans. Por obra do acaso, na terça-feira (18/08), David e eu fomos dar um passeio por lá para assistir a uma peça de Shakespeare, Como Você Queira (As You Like It), nas ruínas do anfiteatro romano local.

O fato de termos agendado esse passeio para esta semana foi pura coincidência, e voltar à cidade sempre me traz saudade. St. Albans é um assunto que precisarei dividir em várias publicações, pois morei lá por um bom tempo e acredito que Deus me colocou naquele lugar no momento certo.
Hoje, porém, quero focar na experiência de ter assistido a essa peça de Shakespeare que eu ainda não conhecia.

Desde 2024, quando, aos 60 anos, tive meu coração partido mais uma vez na vida, fiquei um pouco obcecada por Shakespeare. Com essa obra, aliás, darei início a uma “série” de textos sobre ele. Na semana passada, falei por alto do teatro Globe, sobre o qual já planejo fazer uma matéria exclusiva.
Mergulhar no universo de Shakespeare, especialmente em suas peças mais dramáticas sobre amor e desilusões, foi a maneira que encontrei para remendar o meu próprio coração!

Essa peça, que é uma comédia, também possui uma base romântica digna de um bom Shakespeare e, pasmem: tem um final feliz!
A montagem, da Companhia de Teatro OVO, utilizou as ruínas do anfiteatro de maneira muito inteligente, criando uma apresentação bem intimista. É até difícil de explicar: estávamos ao ar livre, em meio às ruínas, assistindo a uma adaptação ambientada nos anos 60 — o que ficava claro pelo cenário, figurino e trilha sonora. O idioma, no entanto, manteve o inglês “shakespeariano” original. Isso me amedrontou um pouco no início, mas, por incrível que pareça, consegui entender sem problemas!

Não sou crítica de teatro e nem pretendo contar o enredo da peça aqui. Só sei que ela fala de amor de uma maneira leve e descontraída, sem todo aquele drama de Romeu e Julieta, mas com muita sinceridade e diversão.
A passagem mais famosa da obra é um monólogo do Lorde Jaques sobre as sete fases da vida do homem. Porém, o trecho que decidi trazer para vocês é o conceito de amor do jovem pastor Silvius para a pastora Fibi, que o rejeita. Quando ela lhe pergunta o que é estar apaixonado, ele responde:
“É ser todo feito de suspiros e lágrimas; E assim sou eu por Fibi. É ser todo feito de fé e de serviço; E assim sou eu por Fibi. É ser todo feito de fantasia, Todo feito de paixão e todo de desejos, Todo adoração, dever e reverência, Toda humildade, toda paciência e impaciência, Toda pureza, toda provação, toda obediência; E assim sou eu por Fibi.”

Talvez o jeito shakespeariano de falar seja um pouco exagerado, mas, no frigir dos ovos, sentir-se apaixonado é exatamente o que esse jovem simples, que cuida de ovelhas, disse à sua amada! Eu também sou assim com minhas paixões e amores. Acho que sentir tudo isso de uma maneira leve, como o Silvius sente pela Fibi, é tudo o que desejo encontrar em alguém, e que esse alguém sinta o mesmo por mim! Será que estou pedindo muito?
Fiquem com as fotos, com o vídeo e, lógico, com uma poesia que fala de amor!
Até a próxima!
Aída

Um suspiro de alegria,
Uma lágrima no rosto a rolar,
No momento de euforia,
O grito não quer calar!
Um suspiro de adeus,
E seguir ao Deus dará,
Meus desejos são os seus,
Mas a vida não pode esperar!
Um beijo que no tempo parou,
Uma saudade que inspiro,
Meu coração se doou,
E se entregou num suspiro…
De amor!
Aída
09/08/24




Aida, essa é, sem dúvida, uma das definições de amor mais perfeitas que existem. Impossível ler e não sentir a profundidade, a entrega e a beleza desse amor. É exatamente isso: um amor feito de fé, devoção, sonhos, lágrimas, paciência e, acima de tudo, entrega. Lindo demais!
Querida Ana Flávia, sim definição linda e na peça ela é dita de uma forma leve, assim como o amor deve ser! Quem quiser que diga que Shakespeare não entende de amor, mas eu acho que ele captura o amor não so no drama, mas também na comédia!Feliz de ver você por aqui de novo! Volte sempre e volte mais! Obrigada pelo seu carinho! 😘
Que passeio maravilhoso…mergulhar no romantismo de Shakespeare, será que o amor move o coração???…sim,um final feliz neste anfiteatro romano…o passeio, recordação do lugar que morou…é a Aída das idas e vindas,a companhia de David…é isso aí, levar a vida proseando…afinal,a estrada é longa e passa rápido…muito rápido para chorar!!!
Obrigada Cris, sim foi um passeio inspirador, cheio de saudades e também cheio de surpresas… o gramado seco e eu conhecendo o outro lado de Shakespeare, sem drama, só leveza! 😘