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Visitando Minha Irmã Gêmea da Suécia!

E Conhecendo o Cotswolds...

Queridos leitores,

Estou tentando, agora, colocar meus conteúdos aqui de forma mais coordenada. Como no ano passado escrevi muito falando da aventura no momento em que ela ocorreu — ou quase ao vivo —, agora ando meio sem assunto do ano passado. Mas, quando penso que não tenho mais de onde tirar, mexo no baú e, voilà, mais uma aventura aparece!

A casa onde eles moravam em Willersey e eu Carina e Max, num do pubs que tomamos um pint para refrescar!
Carina fotografando no ‘Market Hall’um prédio medieval no meio da cidade…..

Foi assim que a viagem de hoje voltou ao meu radar. Ela aconteceu no mês de julho de 2018, quando fui visitar uma amiga de longa data, por quem tenho um carinho imenso até hoje.

Visita ao museu dentro do trem em Toddington!

Quando trabalhei em um Wine Bar em London Bridge, em 1992, ela era a subgerente do lugar. Uma sueca, loira, linda, com um sotaque diferente e muito gente boa! Depois de um tempo, ela resolveu deixar o bar para fazer um curso de Design de Interiores e eu assumi o posto de subgerente. O gerente era um inglês muito bacana. Carina, a sueca, sentiu falta do bar e resolveu voltar para trabalhar apenas duas noites por semana: às quintas, quando o gerente folgava, e às sextas, que era a melhor noite do bar!

Sendo guida por Carina e Max!
Max e Carina, no clube de Bowl, enquanto eu fotografava!

Eu não entendia por que ela quis voltar a trabalhar justamente no horário da noite, mas eu adorei; a gente se dava muito bem e era muito divertido! Na maioria das sextas que trabalhávamos juntas, o gerente nos liberava e a gente “tomava todas”… rsrs. Porém, na quinta o papo era sério e nos comportávamos muito bem. Como ela não tinha mais tantas obrigações — já que eu era a subgerente e estava no comando das quintas —, ela às vezes tomava umas… A mulher sabia beber! Normalmente, nas sextas, eu tentava acompanhar o ritmo dela e sempre ficava bêbada demais, o que fazia o David, o gerente, querer proibi-la de “trabalhar” às sextas… rsrs. Mas a gente o persuadia a deixar.

No domingo, quando fui a passageira, quando chegeui em casa da janela do quarto checando no meu conversível !
O quintal da casa deles!

Éramos uma dupla dinâmica, “a loira e a morena”. Quando apareciam uns caras chatos, ela já chegava dizendo para pararem de aporrinhar a irmã “gêmea” dela. Era muito divertido… tempos do La Spezia. Passaram-se alguns anos, eu comecei a trabalhar na indústria da beleza e ela em uma agência que a contratou para ser representante de um aspirador de última geração na Selfridges — a mesma loja em que eu trabalhava. Mais uma vez, as “gêmeas” juntas! Mas agora éramos mais “civilizadas”. Às vezes, depois do trabalho, íamos tomar um pint num pub ali perto, mas sempre combinávamos de almoçar no mesmo horário para conversar e dar risadas.

Essa é a Brodway Tower, mais conhecida como a torre do tamanho da riqueza… a diquissima Lady Coventry mandou construir a torre que ela via de sua casa em Worcester , 22 milhas de distância e que marcava o tamanho das terras dela… o tamanho da riqueza!

Não lembro exatamente quando ela me disse que ia se mudar para Cotswolds — uma região de colinas da Inglaterra, conhecida por seu calcário, aldeias cor de mel e paisagens pitorescas — com seu parceiro, um egípcio chamado Max. Falei para ela que um dia iria visitá-la e, em 2018, finalmente combinamos e eu fui! De conversível e com minha câmera nova… lá fui eu!

No domingo em uma de nossas paradas e à direita a palca mostrando o ‘Inn’ mais velho da Inglaterra. O Inn é um pub que hospeda no andar de cima!

Ela morava em uma casa bem antiga, com paredes grossas para manter o calor no inverno e o frescor no verão, numa vila chamada Willersey. Para mim, foi um choque ver que ela estava morando naquele lugar tão tranquilo. Cheguei já era noite, então apenas ficamos conversando.

Óia nós num pub, novamente….

No outro dia, um domingo, ela e o Max me levaram para conhecer vários lugares, inclusive a cidade mais próxima, Evesham, onde ela trabalhava em um restaurante e também a “torre do tamanho da riqueza”. Por volta da hora do almoço, fomos ao clube de Bowls, onde estava acontecendo um churrasco. Para mim, foi uma experiência única, pois sempre ouvia falar desse jogo dos “coroas endinheirados” deste país, mas nunca tinha ido! Tomamos algumas cervejas, afinal o Max estava dirigindo!

No Crown & Trumpet , tomando a útima do dia!

Depois dali, fomos conhecer alguns pubs que ela frequentava. Não sei se essa cultura de ir a bares é algo da Suécia ou se ela adquiriu o costume aqui na Inglaterra. Acredito que na Suécia, por ser bem mais frio, para sair de casa tem que ser realmente para ir a um bar!

Primeira parada na segunda, eu e Carina na igreja de Willersey

Na segunda-feira, o Max saiu cedo e, depois de tomarmos café no jardim (o dia estava lindo!), saímos no meu conversível passeando pelas vilas lindas ali perto. Cotswolds é uma região onde dizem que as vilas são tão bonitas “quanto as fotos nas caixas de chocolate”.

Porque cemitério nesse país é sempre lindo!

Quando resolvi escrever sobre essa aventura, comecei a pensar na próxima. Estou querendo ir a Stratford-upon-Avon, cidade natal de Shakespeare, que fica nessa área. Então, quando liguei para ela pedindo permissão para usar as fotos, contei que quero voltar lá para visitar novamente a casa onde Shakespeare nasceu. Aproveitei e a convidei para ir comigo e, na “cara de pau” que sou, me convidei para ficar na casa dela, que agora é em outra vila. Ela topou na hora!

Uma de nossas paradas explorando as vilas de Cotswolds

Em 2018, conversando com o Max, ele me disse que meu nome é de origem egípcia. Eu respondi que sabia por causa da ópera de Verdi, que fala sobre uma princesa egípcia que se apaixona por um oficial. Aí ele me perguntou se eu sabia o que o nome significava. Eu disse que não, e ele explicou: “Aquela que sempre volta”. Quando me despedi deles na época, disseram: “Volte sempre!”. Então olhei para eles e disse: “Não esqueçam, sou Aída, a que sempre volta!”.

Carina fazendo pose na frente da casa… luz linda!

Ao fazer planos para retornar agora, lembrei disso e de como rimos naquele dia.

Fiquem com as fotos e a poesia!

Até a próxima!

Aída

Que incrível é o meu nome,
Na minha língua, se separar,
É a minha sídrome,
É o partir, o viajar!

A ida,
Com vida!
Aída…

Nome de origem egípcia,
Que significa ‘a que sempre volta’,
E mostrando sua eficácia,
É a ida e a volta!

A ida,
Com vida,
Aída
A que sempre volta.

Aída
18/03/18

*Clique aqui para ver mais fotos

6 COMMENTS

    • Obrigada Creuza! Que bom ver você por aqui! Eu e Carina vivemos uns momentos muito divertidos… a gente trabalhava tanto que tomar todas no trabalho virou nossa saida semanal….rsrs Volte sempree fique de olho, pois vem muita coisa boa por aqui! 😘

  1. Aída querida que legal reencontrar uma amiga tão querida,vocês vivenciaram tanta coisa boa,principalmente,encontros de alma,pessoas de energia e corações bons,uma característica pontual num mundo tão vazio de carinho recíproco…valeu,vcs beberam o néctar da vida…a alegria do brindar,de fazer a diferença na vida do outro…na SEMANA SANTA ,o amor fraterno…o querer bem!!!! Ah! que lugar lindo,belo…vc a sempre que volta deve voltar lá…vc é uma alma viajante,fluída e cheia de vida,uma pessoa que retrata com leveza gramatical…fotografias incríveis…brinde sempre à vida….Aída querida…saúde!!!

  2. Dá para perceber pelo relato que você e Carina são almas gêmeas. Possuem muitas coisas em comum. Gostam de está uma com a outra. É algo raro de acontecer, mas quando acontece, ficamos surpresos com a afinidade e as coincidências que existem entre vocês.

    • Verdade meu amigo! Por alguma razão nosso ‘Santo’bateu e somos assim até hoje! Obrigada pelo sua fidelidade por aqui! 😘

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