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Uma Aventura em Maceió

O Reencontro com meu Velcrinho!

Queridos leitores,

Estava aqui olhando meu baú e me dei conta de que eu tinha uma aventura de janeiro de 2025 sobre a qual ainda não tinha falado. Na verdade, prometi a uma das personagens de hoje que mandaria as fotos da viagem e ainda não mandei… rsrs. Com certeza as fotos que ela queria para atualizar as redes sociais já estão desatualizadas!

Sentadas na Ponta Verde, olhando em direção à Jatiuca

Vocês devem estar curiosos para saber que aventura é essa e quem são essas personagens. O lugar, porém, vocês já sabem: é Maceió!

Quando estava fazendo meus planos para passar janeiro de 2025 lá, entrei em contato com minha sobrinha e afilhada (por escolha dela), o meu “velcrinho” (termo também denominado por ela): a Martina! Queria que ela fosse para Maceió passar uns dias comigo. Desde 2017 eu não a via e sinto muita saudade dela! Ela, para quem não sabe, é a filha mais nova da Núbia.

O farol, a Tina e a bunda do vendedor ambulante

Para minha surpresa, ela topou! Esperava que ela dissesse que não poderia por causa do trabalho, blá-blá-blá… Que pessoa jovem se deslocaria de São Paulo para Maceió para ver sua tia “mais nova” — que já não é mais tão nova assim? Mas ela respondeu de boa, com aquele jeitinho dela bem tranquilo, “sem estresse”: — Vou sim, tia! E eu perguntei: — E o trabalho? Ela respondeu: — Eu dou um jeito… Fiquei radiante de alegria, ganhando um presente de Ano Novo antes mesmo de ele chegar!

A Vicky na sombra…

Ela chegou e trouxe uma amiga, a Vicky. Elas são superamigas e o que a Martina tem de tranquila, a Vicky tem de agitada… são muito engraçadas as duas! Em 2023, elas arrumaram as malas e foram viajar pelas bandas da Ásia; aventureiras de mão cheia, surfando e trabalhando pelo mundo! A Vicky disse que eu sou a “tia Malu” da Tina. Explicou-me que a tia Malu dela é assim como eu: de cabelos brancos e descolada. Fiquei orgulhosa de ser referência de tia “louca”… rsrs, quer dizer, descolada!

Já na Pajuçara , com o sol mais ameno, a Vicky começando os trabalhos!

Tina, minha sobrinha que tinha tudo para ser apressada — afinal, nasceu no carro a caminho da maternidade —, sempre foi muito espirituosa, como dizia o papai. Ele contava, quase babando, que quando ela chegava para passar férias em Maceió, só aprontava. Teve uma vez que o picolezeiro passou na frente do prédio, ela parou o cara e resolveu comprar picolé para toda a garotada; quem pagou pelo estoque foi o papai. O picolezeiro, bem espertinho, passou a vir ao prédio todo dia… Não lembro como isso parou, só sei que, mesmo quando ficou sem poder comprar para a turma, ela garantiu o dela!

Da Pajuçara olhando em direção à Ponta Verde, para mim a enseada mais bonita do mundo!

Certa vez, numas férias em que eu também estava lá, o assunto na mesa era padrinhos e madrinhas. Eu disse: “Eu, como não tenho nenhuma afilhada, não preciso me preocupar!”. Foi quando Natália, irmã da Martina, disse: “Oxe, tia, você é madrinha da Tina!”. Eu disse que, se fosse, não tinha sido convidada para o batizado. Então, Natália, bem solene, explicou: um dia a Tina perguntou à minha mãe quem eram os seus padrinhos. Núbia disse quem eram, mas que a possibilidade de conhecê-los era remota, pois já não tinham amizade. A Tina perguntou se poderia escolher os seus próprios padrinhos e a Núbia disse que sim. Para padrinho, ela escolheu um primo do lado do pai; para madrinha, me escolheu!

Com a Vicky no comando dos clicks a sessão ‘mico’ começou …rsrs

Quando Natália terminou de contar como me tornei madrinha da Tina, todo mundo riu e eu fiquei emocionada! Mais tarde, mamãe me chamou e disse: “Aída, aceite ser madrinha da Tina”. Eu comecei a rir e disse: “Mãe, não tem nem chance de eu não ser…”. Não precisei de batismo com água na cabeça para ser madrinha; tenho certeza de que, no dia em que ela me escolheu, Deus oficializou!

Tina rindo do meu ‘mico’… quando olho para essas fotos só consigo vê-la ainda criança …

Elas chegaram numa sexta-feira, já quase madrugada de sábado. Na manhã seguinte, fomos as três para a praia, na Ponta Verde. Eu, a “véia”, e as duas gatinhas! Lá, elas negociaram com o rapaz da barraca e alugamos cadeiras e sombreiro. Ficamos ali um tempão, torrando no sol, no meio da muvuca. Nem tinha gatinhos para elas paquerarem, nem gatões para mim… rsrs. Quando enjoamos, levantamos acampamento e fomos andando para o outro lado do Marco dos Corais até a Pajuçara. Não alugamos cadeiras, ficamos na areia mesmo, tomando cerveja e aproveitando a linda luz do pôr do sol para tirar fotos.

E essa carinha de sapeca dela?

Foi nesse dia que a Vicky perguntou por que eu chamo a Tina de “Velcrinho”, e nós duas começamos a rir, porque foi uma daquelas coisas que acontecem e a gente guarda por ter uma significância maior do que o fato em si.

Depois de algumas cervejas, tem que disfarçar a barriga… rsrs

Foi assim: um dia, em janeiro de 2007, a casa de meus pais estava cheia. Ricardo tinha partido e, além da família que morava fora, vieram amigos de outros lugares do Brasil para a missa de sétimo dia. Quando cheguei em casa para almoçar, já atrasada, todos já tinham comido, mas a comida ainda estava na mesa. Eu e meu amigo Pixote nos servimos e fomos sentar no terraço. Assim que sentamos, chegou a Nanda; ela cumprimentou todos na varanda com beijinhos, mas me pulou. Eu perguntei: “E eu?”. Ela respondeu: “Você é de casa…”. Antes que eu pudesse dizer algo, um amigo de São Paulo, o Marcos, e o Pixote não se deram por vencidos e disseram para ela voltar. Todo mundo no terraço se juntou a eles e ela, toda sem graça, voltou, me deu dois beijinhos e um abraço de brinde!

Elas detestaram essa foto? Lógico que sim, mas eu adorei!

Mais tarde, quando as visitas foram embora, mamãe perguntou o que tinha sido aquele barulho lá fora. Eu contei, e a Nanda disse: “É porque a minha mãe quer me fazer de velcro quando está por aqui”. Minha mãe, fazendo-se de desentendida, perguntou o que era aquilo e pediu uma demonstração. A Nanda me puxou da cadeira e me deu um abraço, soltando rapidinho. Mamãe insistiu, perguntando como era essa história de velcro, só para fazer a Nanda me abraçar de novo! Quando me sentei, disse que só queria um beijo, que não precisava ser “velcro”, e a Tina disse: “Tia, se você quiser, eu sou o seu velcrinho!”. E, lógico, ela é o meu velcrinho até hoje! Uma gruda na outra quando estamos juntas.

Comigo no comando do click a coisa muda de figura!

No outro dia, fomos os cinco (nós três mais o Fanta e a Núbia) para a Barra de São Miguel e para o Francês. Durante a semana elas trabalhavam, cada uma no seu canto e no seu computador, e eu entrando e saindo de casa. No dia em que recebi o prêmio, elas estavam lá na torcida. Eu tinha escrito um poema de agradecimento e treinei tanto com elas que, na hora de declamar, as vi repetindo as palavras junto comigo! A Vicky, que é velcrinho da Tina, também virou meu velcrinho!

Amizade londa delas duas…

Sempre fui louca por minhas sobrinhas. Ter a Tina vindo de Sampa para passar uns dias comigo, e até me dar conselhos sobre coisas de que eu não tenho noção, transformou férias especiais em superespeciais! Agora tenho que planejar como tirar o sossego dela lá em San Diego, para onde ela se mudou. Prepare-se, Velcrinho!

Fiquem com as fotos e a poesia!

Até a próxima!

Aída

Esse pôr-do-sol foi só daçura,
Do dia vivido intensamente,
Da saudade a cura,
E do amor aparente!

Bebemos, comemos e conversamos,
Consciente do sol a nos iluminar,
Ser feliz, foi o que planejamos,
Sem ninguém atrapalhar!

E quando o sol se pôs,
Eu estava cheia de carinho,
O amor se expôs,
Pois agora tenho dois ‘Velcrinhos’!

Aída
02/04/26

6 COMMENTS

  1. Aída, que matéria gostosa de ler! Divertida, leve… e essa história do velcro, menina, amei! Parabéns!
    E essa sua sobrinha “Velcrinho”, a Tina, deve ter um orgulho enorme de ser sua sobrinha. Que coisa linda!
    Que venham muitas outras histórias para eu me deleitar e me alegrar.
    Beijo grande!

    • Querida Ana Flávia, obrigada! Não sei se tem orgulho, mas com certeza tem amor… Quando a Núbia ainda morava em Miami e eu fui visitar, eu me juntava com as meninas para aprontar, ao ponto que uma atendente numa loja perguntou se éramos irmãns o que deixou Núbia furiosa… rsrs 😘

  2. Aída, você descreve seus encontros de forma leve, descontraída e divertida, sem esquecer dos registros fotográficos, que nos leva para dentro da história. É isso, é como se a gente estivesse junto, participando de tudo. Vendo tudo de perto. Tina e Vicky são muito simpáticas e excelentes companhias.
    Parabéns.

    • Obrigada Albino! Dessa vez usei a música ‘Ponta de Lápis’pra promover essa matéria! Antes de conhecer a Vicky pessoalmente, conheci pelo diário de viagem que ela fazia quando as duas estava viajando… conhecer pessoalmnete so fez fortalecer a boa impressão que eu tinha dela! 😘

  3. Só demorou 1 ano para compartilhar a matéria e fotos!!! 😂😂
    Foi uma delícia de semana tia 🥹😍
    Que tenhamos muito mais encontros desse e com mais frequência!
    Love you ❣️❣️❣️

    • Fico feliz que você gostou Tina! Confie no processo… esse ano vou contar muitas aventuras vividas ano passado, muito raramente faço a aventura e a matéria logo depois…. e sim, vamos ter muitos encontros pois você agora mora na California!!! Love you too ❤️ Velcrinho amado!😘

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