Queridos leitores,
A matéria de hoje não será sobre a Copa do Mundo, tampouco sobre o Dia dos Namorados — ainda que eu sempre tire o chapéu para Santo Antônio, que herdou a nobre incumbência de ser o santo casamenteiro! Hoje, falarei sobre um passeio que fiz no ano passado à casa de um homem que, além de ser o pai da Teoria da Evolução, também deveria ser considerado o pai da paciência: Charles Darwin!


Na Down House, onde ele viveu, pude ver de perto e aprender com seus experimentos práticos de observação da natureza. Fico fascinada ao me aproximar desses gênios caminhando por suas casas e pelos lugares onde estudaram e registraram suas descobertas.

A casa foi restaurada com fundos arrecadados pelo The Natural History Museum (Museu de História Natural) junto a diversas instituições de caridade (Trusts) e indivíduos, e por meio de um subsídio do The Heritage Lottery Fund.

Durante cinco anos, Darwin viajou a bordo do HMS Beagle em uma expedição de mapeamento global como naturalista. Nessa jornada, coletou e catalogou milhares de fósseis, plantas e animais. Foi em sua parada no Arquipélago de Galápagos que ele notou como diferentes ilhas abrigavam espécies distintas de pássaros e tartarugas gigantes, todas perfeitamente adaptadas ao ambiente específico de cada local.


Poderia dissertar longamente sobre a Teoria da Evolução, porém prefiro focar no que absorvi ao visitar o lar desse homem inteligentíssimo, que passou a vida literalmente observando a natureza. Dali, ele deixou um legado que, com o passar do tempo, apenas comprovou tudo o que havia deduzido através de seu olhar atento.


Então, comparo com os dias de hoje e me pergunto: será que Charles Darwin sobreviveria ao imediatismo atual? Vivemos em uma época na qual a vida é facilitada por descobertas e invenções de gênios como ele, Da Vinci, Newton e tantos outros. Esses, sim, foram verdadeiros pioneiros; e, se não fosse por eles, esse nosso mundo imediatista talvez nem existisse.



Vejam bem: em sua época, ele não fazia ideia do que era genética, mas, ainda assim, sua intuição sobre a seleção natural provou-se absolutamente correta. Tudo foi descoberto através de muita observação e paciência.


Visitar a casa de Darwin despertou em mim uma pontinha de inveja de sua genialidade. Fiquei imaginando como seria fascinante conversar com ele e ouvi-lo explicar como as girafas de pescoço mais longo sobreviviam por conseguirem alcançar as folhas no topo das árvores, transmitindo essa característica adiante! Pura seleção natural e adaptação ao meio.


Ao me deparar com os experimentos em seu enorme jardim, comecei a refletir sobre essa seleção natural e no quanto eu mesma tive que me adaptar para viver em um país diferente daquele em que nasci. Hoje tenho muito mais resistência ao frio, por conta da vida na Inglaterra, mas também não perdi a resistência ao calor, que é herança do meu Brasil. Esse é o exemplo mais simples e vivo que posso dar da minha própria ‘seleção natural’. Afinal, não foi o ambiente que mudou para mim; fui eu quem me adaptei a ele.


Acredito que, hoje, Charles Darwin entraria em parafuso se visse que muitas pessoas exigem que o ambiente mude para que elas se encaixem. E que, nessa loucura toda, em vez de viverem em harmonia, os seres humanos estão se destruindo! Parece-me que o mundo moderno insiste em forçar a mudança do curso natural das coisas, indo na contramão de tudo o que ele observou e explicou com sua Teoria da Evolução.

Deixo vocês com as fotos, o vídeo e a poesia!

Até a próxima!
Aída

Buscando paciência,
Sguindo passos brilhantes,
Sem inocência,
Cumplicidade de amantes…
Caminhando por seus passos,
A evolução encantada,
Um dia fomos devassos,
No outro fui sua namorada!
Pensando no tempo passado,
De partir sem despedida,
Um longo destino caminhado,
Para não ser escolhida… por você!
Pois sempre escolho a mim!
Aída
12/06/26
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* E aqui para ler sobre minha visita a casa de Isaac Newton!



