quarta-feira, junho 17, 2026
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O Pai da Evolução e a Arte da Paciência!

A paciência de Darwin e o nosso imediatismo.

Queridos leitores,

A matéria de hoje não será sobre a Copa do Mundo, tampouco sobre o Dia dos Namorados — ainda que eu sempre tire o chapéu para Santo Antônio, que herdou a nobre incumbência de ser o santo casamenteiro! Hoje, falarei sobre um passeio que fiz no ano passado à casa de um homem que, além de ser o pai da Teoria da Evolução, também deveria ser considerado o pai da paciência: Charles Darwin!

Impressionada com a Down House, e feliz de ver a distorção ca lente…. eu estou gigante e distorcida… rsrs
Dentro da casa não é permitido fotografar pois os móveis e objetos dentro dela pertencem a colecionadores e a English Heritage não possui direitos de imagem, porém dentro dela tive a ideia de como era Charles Darwin, um homem de família e que curtia muito seus filhos!

Na Down House, onde ele viveu, pude ver de perto e aprender com seus experimentos práticos de observação da natureza. Fico fascinada ao me aproximar desses gênios caminhando por suas casas e pelos lugares onde estudaram e registraram suas descobertas. 

A Down House foi adquirida pelo English Heritage em maio de 1996, com uma generosa doação do The Wellcome Trust.
A casa foi restaurada com fundos arrecadados pelo The Natural History Museum (Museu de História Natural) junto a diversas instituições de caridade (Trusts) e indivíduos, e por meio de um subsídio do The Heritage Lottery Fund.
Única imagem feita dentro de casa…

Durante cinco anos, Darwin viajou a bordo do HMS Beagle em uma expedição de mapeamento global como naturalista. Nessa jornada, coletou e catalogou milhares de fósseis, plantas e animais. Foi em sua parada no Arquipélago de Galápagos que ele notou como diferentes ilhas abrigavam espécies distintas de pássaros e tartarugas gigantes, todas perfeitamente adaptadas ao ambiente específico de cada local.

A estufa e a área da horta do jardim da casa
Na horta onde também tem plantas que ele usou para estudar

Poderia dissertar longamente sobre a Teoria da Evolução, porém prefiro focar no que absorvi ao visitar o lar desse homem inteligentíssimo, que passou a vida literalmente observando a natureza. Dali, ele deixou um legado que, com o passar do tempo, apenas comprovou tudo o que havia deduzido através de seu olhar atento.

Dentro da estufa
Eu realmente fiquei encantada com essa casa

Então, comparo com os dias de hoje e me pergunto: será que Charles Darwin sobreviveria ao imediatismo atual? Vivemos em uma época na qual a vida é facilitada por descobertas e invenções de gênios como ele, Da Vinci, Newton e tantos outros. Esses, sim, foram verdadeiros pioneiros; e, se não fosse por eles, esse nosso mundo imediatista talvez nem existisse.

Essa é a Hollyhock ou Alceia ou Malva-rosa, flor usada por Darwin para seus estudos, que mais tarde foram encorporados à genética
Nem todo jardim era trabalho, mas tinha trabalho também na área de lazer!
Porque nesse momento me senti bem inglesa!

Vejam bem: em sua época, ele não fazia ideia do que era genética, mas, ainda assim, sua intuição sobre a seleção natural provou-se absolutamente correta. Tudo foi descoberto através de muita observação e paciência.

Muitas flores no jardim, tudo com mais de um propósito !
Flores coloridas para atrair abelhas!

Visitar a casa de Darwin despertou em mim uma pontinha de inveja de sua genialidade. Fiquei imaginando como seria fascinante conversar com ele e ouvi-lo explicar como as girafas de pescoço mais longo sobreviviam por conseguirem alcançar as folhas no topo das árvores, transmitindo essa característica adiante! Pura seleção natural e adaptação ao meio.

Tudo perfeitamente arrumado!
A estufa e a horta

Ao me deparar com os experimentos em seu enorme jardim, comecei a refletir sobre essa seleção natural e no quanto eu mesma tive que me adaptar para viver em um país diferente daquele em que nasci. Hoje tenho muito mais resistência ao frio, por conta da vida na Inglaterra, mas também não perdi a resistência ao calor, que é herança do meu Brasil. Esse é o exemplo mais simples e vivo que posso dar da minha própria ‘seleção natural’. Afinal, não foi o ambiente que mudou para mim; fui eu quem me adaptei a ele.

O relógio solar do jardim!
Mais flores…

Acredito que, hoje, Charles Darwin entraria em parafuso se visse que muitas pessoas exigem que o ambiente mude para que elas se encaixem. E que, nessa loucura toda, em vez de viverem em harmonia, os seres humanos estão se destruindo! Parece-me que o mundo moderno insiste em forçar a mudança do curso natural das coisas, indo na contramão de tudo o que ele observou e explicou com sua Teoria da Evolução.

Na horta, uma plantação de alcachofra!

Deixo vocês com as fotos, o vídeo e a poesia!

Dedico essa matéria de hoje ao meu irmãozinho Ricardo que ontem ‘fez’51 anos de idade e que nunca teve muita paciência, viveu aprendendo tudo muito rápido e seguinndo para o próximo experimento, e aos 31 anos e meio nos deixou e foi viver sua aventura no céu !

Até a próxima!

Aída

Buscando paciência,
Sguindo passos brilhantes,
Sem inocência,
Cumplicidade de amantes…

Caminhando por seus passos,
A evolução encantada,
Um dia fomos devassos,
No outro fui sua namorada!

Pensando no tempo passado,
De partir sem despedida,
Um longo destino caminhado,
Para não ser escolhida… por você!

Pois sempre escolho a mim!

Aída
12/06/26

*Clique aqui para ver mais fotos!

* E aqui para ler sobre minha visita a casa de Isaac Newton!

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