Queridos leitores,
Hoje, continuo a viagem da semana passada. Como mencionei, meu plano original era parar em um lugar que já conhecia apenas para revê-lo, antes de seguir para Portland, onde visitaria um amigo. Porém, o casal do Airbnb em Praze-on-Beeble me recomendou um destino alternativo, à beira-mar, que ficava no meu caminho.

Peguei a estrada e minha primeira parada foi Marazion, na Cornualha, famosa pelo St. Michael’s Mount, um castelo medieval situado em uma ilha. Escrevi sobre ele quando estive lá com a Liliana, na matéria “Passageiros do Trem da Vida”. Desta vez, no entanto, a experiência foi diferente: o céu estava nublado e, como era sábado, o castelo estava fechado para visitação. Para completar o cenário, acontecia uma corrida de natação ao redor da ilha.


Passei por aquele lugar novamente com outros olhos. Embora eu estivesse sozinha e ainda me sentisse como uma “folha de outono”, sentia-me feliz por poder retornar a lugares encantadores. O cenário, sem o sol, tornou-se misterioso, como em um livro de Agatha Christie. Como já conhecia aquele lugar sob o brilho do sol, minhas memórias permitiram que eu enxergasse a luz e a cor de uma maneira diferente.


De lá, segui a dica do casal do Airbnb e fui até o Charlestown Harbour, em St. Austell. O lugar é, de fato, muito pitoresco e, quando cheguei, o céu havia se aberto um pouco. Encontrei um museu dentro de um navio que parecia uma antiga caravela.


Caminhando pelo porto, observando as casas e contemplando a beleza encantadora do Atlântico Norte à minha frente, senti-me acolhida mais uma vez. Finalmente, senti-me mais forte: entendi que ser uma folha de outono solta no mundo não significa que não sou importante; pelo contrário, essa condição me deu a força e a determinação necessárias para continuar. Percebi que sempre fui assim, apenas agora meus pais me olham do céu.


Segui viagem até Portland ainda sentindo-me como uma folha flutuando pela vida, mas com a certeza de que minhas raízes nunca se romperam. Agora, eu as carrego comigo, dentro do meu coração.
Deixo vocês com as fotos e a poesia.
Até a próxima!
Aída

Minha alma colorida,
Com alegria de criança,
Guarda essa energia pra toda vida,
Junto com uma imensa esperança.
Quando meu coração aperta,
Minha alma segura a dor,
Com novas descobertas,
E me mostrando mais cor…
Mas agora está diferente,
Parece que meu coração cansou,
Não sei como seguir em frente,
Parece que meu mundo estancou.
Minha alma valente,
Cheia de força e colorida,
Me ajude a continuar seguindo em frente,
Amenizando a dor da partida…
Aída
13/10/19




Aída, como sempre você dando a volta por cima. Mostrando força, determinação e buscando conhecer lugares novos através de suas lentes e nós ganhamos de presente todas as belezas da natureza. E diante de tudo isso só temos a agradecer a Deus por mais um dia. Gracias a la vida.
https://youtu.be/cIrGQD84F1g?si=tVlDnYEa-sSrGeur
Querido Albino, muito obrigada, mais uma vez por sua fidelidade comigo, me sinto honrada. Linda essa música, não conhecia… Essa matéria foi continuação da matéria anterior, só que depois das aventuras descobrindo St. Ives, descobri que mesmo sendo uma folha solta na vida, tenho minhas raizes no coração! As fotos na categoria Poesia para os Olhos, estão muito lindas… modéstia a parte! Tipo, fotos prefeitas mesmo! 😘
Histórias sempre belas.
Obrigada Rô! E Volte sempre! 😘
Aída que belas fotografias, que mergulho, o barquinho com flores,você é a busca do movimento quando o caus vira cais e você é sua própria âncora…valeu tudo,vale gratidão de sentir a vida!!!!!!!!
Parafraseando e dando um pouco da minha versão da música Paula e Bebeto, de Milton e Caetano, ‘Qualquer maneira de “viver” valerá ! Obrigada Cris! 😘