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Recordações 16

Maceió, 28 de Dezembro de 2015

Fizemos muitas viagens juntos, andamos meio mundo. Maria falava francês com se fosse francesa e adorava viajar e ver coisas novas. Durante essas viagens eu via uma Maria diferente, ela se deixava relaxar e eu via aquela menina tímida em seu elemento.

Foram nessas viagens que mais aprendi sobre ela e sobre toda cultura que ela tinha, lembro que em Paris fomos visitar o cemitério ‘Pere lá chaise’ (?) para ver os túmulos de diversas personalidades, porém tinha uma dessas pessoas (que eu não lembro agora) que foi recomendação de seu pai na qual ela fez questão de visitar. Na Itália, quando fomos visitar a torre de Pisa ao descermos da torre tentamos pegar um táxi pra estação ferroviária pra irmos pra Roma e não conseguíamos, até que passou um carro pequeno com um rapaz novo dirigindo, então pedi carona no que o rapaz parou e nos levou até a estação. Durante a viagem descobri que ele era militar. Ao chegarmos lá, eu perguntei quanto era e o rapaz se recusou a receber qualquer pagamento então ofereci-lhe um charuto brasileiro que carregava sempre comigo. Em Roma fomos ver o papa que estava em Castel Gandolfo, sua residência de verão. Nossa sorte foi que nesse palácio o papa aparece num auditório e foi como se tivéssemos sentados na mesa com o santo padre. Em Florença fomos a Galleria dell’Accademia onde na porta de entrada tem uma escultura em mármore da figura de Davi o que nos impressionou os detalhes da obra de  Michelângelo que tirou nossos folêgos. Em Madri fomos a uma tourada no que deixou minha Maria muito assustada pois nessa tourada o touro foi que saiu ganhando e o toureiro foi ferido, então o toureiro reserva entrou para matar o touro , no que foi feito,mas isso não era passeio para Maria. Em Israel tomamos banho de mar no mar vermelho, e a gente pôde ler um jornal, pois no mar vermelho a gente não afunda. Em Tóquio, onde fomos num grupo e meu compadre e amigo Cleantho Rizzo também foi, todas as manhãs ao acordar eu telefonava pro quarto de Cleantho e ia logo dizendo:

_ Tá atodado, tá atodado.

Como se fosse um japonês tentando falando português. Fiz isso durante  os 5 dias que passamos lá, e isso irritava demais Meu amigo Cleantho. No dia que estávamos indo embora, ao chegar na recepção do hotel já se encontravam diversos casais então eu já vim falando:

_ Tá atodado, tá atodado…..

E foi aí que Cleantho percebeu que aquele japonês chato que o acordava todo dia, era eu. Todos riram, pois todos já sabiam, e eu adorava fazer minha Maria rir.

Viagens sempre fez parte de nossas vidas, desde o começo quando íamos pra Aracaju visitar minha sogra, e todas as viagens que fizemos juntos. Também incentivava aos filhos a viajarem e aproveitarem todas as oportunidades . Quando viajava minha Maria se transformava na minha professora me passando sua sabedoria, isso me fazia amá-la ainda mais!

Maria, minha querida Maria

Saudades eternas!!!

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