sábado, abril 18, 2026
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Prefácio

Ao começar a pensar nessa minha plataforma pensei muito em papai e o quanto ele ficaria entusiasmado com todo o processo, pois sei que todo esse tempo que estava escrevendo no Notícias do Centro sentia sua energia para não me deixar desanimar!

Nunca vou esquecer na noite da véspera das bodas de ouro, depois que todos foram embora, mamãe já deitada e papai fazendo seus últimos preparativos para ir dormir e ao trazer o copo com água que ele sempre tinha em sua cabeceira eu trouxe também uma pasta com 60% do livro que estava escrevendo e que finalmente tive coragem de mostrar para ele.

Mamãe ali deitada escutava nossa conversa, então ele resolveu ler a primeira página e começou a chorar, lógico, e mamãe enxugou seus olhos e sorriu para mim. Sinceramente eu não tinha ideia se eles iam gostar de eu estar contando sobre a vida de Ricardo, e ter essa reação deles para mim foi o maior presente.

Quando voltamos da missa de 7º dia de mamãe, ele informou que eu escreveria o relato da história de amor entre ele e mamãe! Tentei convencê-lo de que não precisava de mim para isso, mas ele insistiu e eu obedeci. Depois que ele jantava, a gente sentava na sala, com a televisão no volume mais alto (ele era surdo e não gostava de usar aparelho) ele me contava, eu escrevia, quando terminava ele lia para ver se capturei sua essência, depois de aprovado, ele me pedia para fazer montagem com as fotos que a gente achava nos álbuns antigos, depois que ele aprovava tudo ele publicava no Facebook!

No outro dia ele ficava falando dos comentários, e descobrindo que não só seus amigos do Facebook estavam comentando, mas os amigos dos filhos, os amigos das netas e esses pequenos textos e comentários o ajudou a entender que mamãe sempre estaria com ele, de uma certa maneira ele usou o mesmo método que eu para processar aquela dor.

Em Setembro de 2016, quando estive no Brasil ele me deu uma cópia impressa desse pequeno livro de suas recordações do amor que ele viveu com minha mãe. Ele deu esse ‘livro’ para muita gente, e  sinto-me orgulhosa de tê-lo ajudado nos 16 primeiros capítulos, no 17º ele teve ajuda de Núbia e depois ele fez tudo sozinho, afinal o importante não era como se escrevia mas sim deixar sair aquela dor da saudade mostrando ao mundo a sua grande história de amor! E eu? Eu sou feliz em ser personagem nessa história!

Então meus caros leitores, eu resolvi que esse cantinho é só dele, de suas palavras simples e singelas sobre um amor puro que ele contou numa hora de dor e que agora vai ficar aqui na internet para sempre como seu amor!

Aída

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