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Recordações 7

Maceió, 15 de Dezembro de 2015

Como tinha dito o Dr. Chico Fonseca, a situação de Sr. Barros estava muito delicada e se deteriorou muito, chegando a falecer em Junho, uma coincidência do destino , pois minha mãe faleceu três meses antes de casarmos e meu sogro faleceu três meses depois do casamento.

Meu irmão Roberto recebeu a notícia por rádio amador, pois na época não existia ligação à distância entre Estados diferentes. Ao saber da notícia Roberto veio em nossa casa para me comunicar o acontecido.

Como não queria chocar Maria disse-lhe que seu pai tinha tido uma piora e que íamos para Aracaju imediatamente. Fomos pro aeroporto e pegamos o primeiro vôo pra lá. Quando estávamos sobrevoando Aracaju avistamos a casa de seus pais e muitos automóveis estacionados do lado de fora, foi quando ela desconfiou da morte de seu pai.

Ao regressar para Maceió, Maria me informou que parecia estar grávida, então marcamos uma consulta com o Dr. Abelardo Albuquerque que nos confirmou, para nossa alegria, que Maria estava realmente grávida. Mais uma coincidência do destino uma vida que se foi uma nova vida que brotava do nosso amor!

Comunicamos à Dona Marina, tendo mãe e filha combinado sobre a confecção do enxoval, o que foi feito com muito amor e ansiedade pela futura vovó. Mensalmente Maria visitava o médico para fazer o pré-natal.

Combinamos que se fosse um menino iria se chamar Manoel Joaquim Fernandes de Barros, como seu pai e se fosse menina iria se chamar Núbia como minha mãe.

No dia 12 de fevereiro, fui dormir como todas as noites vesti meu pijama e me deitei, e assim que me deitei ela me disse:

_ Troque de roupa, não durma agora porque a criança vai nascer.

Na mesma hora, me vesti novamente e fui à casa de Dr. Abelardo, na época não tínhamos telefone em casa, no que ele me aconselhou a levá-la para a maternidade por volta das 3 horas da manhã do dia 13, porém eu muito nervoso e marinheiro de primeira viagem perguntei se não poderia levá-la assim que chegasse em casa, e ele concordou vendo minha ansiedade.

Chegamos na maternidade por volta da meia noite e fomos acomodados num quarto, ela deitou-se na cama principal e eu na cama do acompanhante.

Sentei-me na cama tirei o sapato e me deitei, ao acabar de me deitar Maria teve uma contração, e me chamou, então sentei-me de novo , coloquei o sapato , amarrei o cadarço e sai com ela pra passear no corredor, ela melhorou , voltamos, ajudei-a a deitar e fui pra minha cama, onde sentei-me, desamarrei o sapato e deitei-me e mais uma vez, assim que minha cabeça tocou o travesseiro Maria teve outra contração e eu de novo sentei-me e fiz a mesma coisa. Foi um tal de amarrar e desamarrar sapato que não acabava mais. Esse foi um fato pitoresco que marcou o nascimento de nossa primogênita. As três horas da manhã nasceu uma linda menina que demos o nome de Núbia, A MAIOR ALEGRIA DE MINHA VIDA!

Mais tarde sai e fui avisar a todos do nascimento de minha primeira filha, me sentindo o homem mais feliz e sortudo do mundo!

Maria minha querida Maria

Saudades eternas!

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