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Recordações 4

Maceió, 12 de Dezembro de 2015

No dia em que completei 24 anos de idade, dia 30 de maio de 1958, resolvi que estava na hora de fazer o pedido de casamento ao pai de Maria.

No final da tarde sai do escritório com meu pai e fomos pra casa onde nos aprontamos como se estivéssemos indo a uma festa. Enquanto meu pai se preparava no primeiro andar da casa, eu estava lá embaixo quando de repente eu ouço o meu pai no topo da escada a chamar por minha mãe, no que foi logo atendido, e eu nem imaginava por que ele chamou mamãe. Em poucos segundos minha mãe desce e foi me dizendo:

– Veja como seu pai é bom, pediu que eu telefonasse para Zé Rico (o joalheiro) para trazer o relógio Omega em ouro pra você presentear Maria José.

No dia anterior minha mãe saiu para comprar esse relógio, porém ela achou caro e comprou uma gargantilha e quando me perguntou se gostei, eu disse que sim, mas meio insosso sem gostar muito, e quando mamãe contou a papai que eu não tinha me agradado com a gargantilha ele resolveu comprar o relógio que eu queria para dar a minha Maria.

Saímos de casa, eu, papai e mamãe. Deixamos mamãe na casa de sua irmã, Tia Eunice, que morava perto e nós dois fomos para casa de Sr. Barros. Em lá chegando fomos recebidos por Sr. Barros e Dona Marina. Papai e Sr. Barros ficaram a conversar e eu em outra poltrona perto de Dona Marina que me fazia muitas perguntas, e eu respondia muito encabulado. Eu comecei a ficar preocupado pois meu pai pareceu-me ter esquecido que estava lá para fazer o pedido, pois o Sr. Barros tinha uma conversa muito animada.

Depois de muito suspense papai fez o pedido:

_ Barros, como é de seu conhecimento Fernando , meu filho, gosta da sua filha Maria José, e eu vim aqui fazer o pedido para que se casem.

_ Já que existe amizade entre os dois, concordo plenamente.

E continuaram os dois a conversar animadamente por algum tempo, quando Dona Marina dirigindo-se a mim perguntou:

_ Você está querendo ver a sua noivinha?

_Sim.

Dai ela chamou Maria José, que entrou na sala, radiante, com um lindo sorriso no rosto, vestida com um vestido novo que tinha sido confeccionado por sua mãe. Aquele momento encheu meu coração de alegria e a imagem de minha linda noiva sorridente ficou marcado na minha memória!

Ela dirigiu-se ao meu pai, o cumprimentou e antes que ela sentasse ao meu lado eu sugeri que deveríamos ir buscar mamãe na casa de tia Eunice. Convidei Maria José para ir comigo no que foi aceito.

Ao entrarmos no carro, tive a sensação de que estava casado, pois foi a primeira vez que ela veio no carro comigo.

Voltamos agora com mamãe aí entreguei a aliança de noivado e o relógio. E ela me deu de presente um belíssimo brilhante broche de gravata.

Finalmente agora estava noivo de minha Maria!

Ao chegar em casa, fui dormir mas não conseguia pois estava extasiado de alegria!

Maria, minha querida Maria.

Saudades eternas!!!

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